<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464</id><updated>2012-01-13T14:23:44.959-08:00</updated><title type='text'>ESQUISITICES DO LUCAS, O MAIS FRANCO</title><subtitle type='html'>hehehehe...hehehehe...herrrrreeeee...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-990389309760852055</id><published>2012-01-13T13:56:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T14:23:44.967-08:00</updated><title type='text'>Fogo Amigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kRVQmu0cFfQ/TxCpugyfg6I/AAAAAAAAAG0/VSNZSJ5DDYQ/s1600/beijojudas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 287px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-kRVQmu0cFfQ/TxCpugyfg6I/AAAAAAAAAG0/VSNZSJ5DDYQ/s320/beijojudas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697240145164469154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conversas paralelas são sempre perigosas quando temos ouvidos disponíveis e, via de regra, o que não falta é fogo amigo em qualquer setor de nossa vida pública e privada, mas ao contrário do que pensava até bem pouco tempo, muitas vezes damos a chance para que o outro venha nos envenenar e isso nos torna mais répteis do que a serpente que nos pica, pois nós é que abrimos a porta e chamamos o ser peçonhento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tive uma dificuldade enorme na luta entre a minha curiosidade e noção de perigo. Por isso vez ou outra acabo ouvindo quem não devia e sendo alvo fácil de minha burrice e fraqueza de caráter. Aliás, duas das minhas características mais evidentes são o fascínio e pavor que o perigo me causa e certa permissividade em nome do prazer ou de qualquer outra coisa que lembre ou pareça com ele. Acho que isso fica tão claro em mim que acabo me deixando levar por pessoas e enredos que eram claramente uma arapuca. Sabe aquela coisa de ir até a beira do abismo para produzir o calafrio de estar vivo e sentindo algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o chamado fogo amigo é mais uma característica do ser humano e mesmo as almas mais cândidas - se é que isso existe mesmo – acendem tochas dele em algum momento. Algum, não! Em muitos momentos! Tenho cá pra mim que as motivações mais recorrentes são sexo e dinheiro e que isso se dá porque somos desnorteados e não aguentamos conviver com a nossa total insignificância, ou seja, passamos a vida tentando produzir vestígios através de atitudes ruins e boas. Como definir algo tão limítrofe quanto o bem e o mal? Parece estranho, mas acredito que o nosso melhor e o nosso pior caminham de mãos dadas nessa busca incessante e inglória de ser alguma coisa que nem previamente concebemos com clareza. Como o dinheiro gera notoriedade, poder e um certo charme enquanto o sexo nos leva ao óbvio delírio do gozo, é por eles que lutamos, amamos, traímos e até ironicamente morremos. Se não me engano tem até um filme antigo em preto e branco chamado “De Amor Também se Morre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio que você – um dos cinco “à toa” que pararam para ler essas mal redigidas linhas irá se perguntar o porquê de eu estar pensando nisso. Lendo há pouco um trecho do “Evangelho de Judas” em que se afirma que Jesus teria lhe dito: “Você irá sacrificar o corpo do homem que eu encarno”, pensei que se isso aconteceu mesmo, Judas foi alvo de calúnia ou no mínimo de mal julgamento por parte de seus companheiros e que – talvez – tenha sido o mais fiel dos apóstolos, pois teve a coragem e a falta de vaidade de entrar para a história como o traidor, o conspirador, o fogo amigo do salvador sacralizado ao longo de todos esses anos. Quem há de elucidar um questionamento desses? Judas pode ter sido quase tão importante e sofredor quanto Maria, pois a ela coube a tarefa de dar à luz o tão amado mito do cristianismo e a ele coube o indigesto papel de produzir a morte agonizante do mesmo.  Porém, se não tivesse Cristo sofrido o que sofreu exatamente da forma como tudo ocorrera, ele representaria papel tão importante no tempo e nos corações de seus seguidores? Teríamos hoje uma cultura, uma civilização cristã? Coloco essa indagação a partir da suposição de que os fatos elencados acima são reais e é claro que qualquer um pode simplesmente dizer: Judas era traidor e seu evangelho uma farsa! Claro que pode! Afinal, se Judas era mesmo um homem de caráter dúbio, ele pode ter inventado essa fala na tentativa de limpar a própria barra de sua túnica coberta do sangue mais puro e sagrado de que já se teve notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pensem comigo: Judas – o amigo próximo - teria traído o que havia de mais sagrado pelo valor de trinta dinheiros! Ah! O vil e desprezível dinheiro sempre maculando corações em nome do profano gozo da vida material. Aquele que ornamenta e enche de beleza, gerando notoriedade e, por fim, sexo. Sim, se Judas era o homem desprezível que dizem que ele era, certamente gastou o ressarcimento de sua delação com mulheres, homens ou os dois gêneros humanos, uma vez que não sabemos qual era a dele na hora de se fartar em regozijos carnais e mais toda sorte de artifícios parar gerar prazer porque é claro que ao produzir o hediondo ato em troca de grana, o cara queria mesmo era boa vida e já estava cansado de peregrinar por aí junto a Cristo e seus discípulos por desertos, vilas, cidades, entre tantos lugares fartos de pobreza e necessidades básicas. Ele queria mesmo era um pano legal, uma casa grande e todos os confortos que havia na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso toda vez que me vejo como vítima de fogo amigo indago até que ponto eu quis ser vítima, sanar uma curiosidade inútil e no grau de Judas que há em quem carregava a tocha porque muitas vezes eu e o outro nem fazemos por mal, mas por mal hábito. Talvez por tudo isso Judas seja – para mim – o personagem mais instigante e humanizado dessa trama que tem pautado invariavelmente nossas vidas nos últimos dois mil e onze anos. Foi ele que criou um Cristo eternamente na cruz e o deixou pregado, servindo de modelo às outras que não cansam de nos mostrar. Pense em quantas vezes pregamos e somos pregados e em como isso é natural. Por mais perverso que soe, estamos muito mais próximos das impurezas do que entendemos como bom e sagrado e isso acaba nos constrangendo e excitando também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-990389309760852055?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/990389309760852055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=990389309760852055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/990389309760852055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/990389309760852055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2012/01/fogo-amigo.html' title='Fogo Amigo'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kRVQmu0cFfQ/TxCpugyfg6I/AAAAAAAAAG0/VSNZSJ5DDYQ/s72-c/beijojudas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-8709802664351572670</id><published>2010-11-24T23:22:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T00:08:25.441-08:00</updated><title type='text'>O Nefasto!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/TO4Q9bhWCMI/AAAAAAAAAGg/mMjJDQ6VxME/s1600/Dissimulado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 275px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/TO4Q9bhWCMI/AAAAAAAAAGg/mMjJDQ6VxME/s320/Dissimulado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543386838885337282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que todo mundo já se deparou com o canalha, não? Bem, eu não falo do canalha sedutor e comedor que povoa o imaginário coletivo, mas daquele nocivo, invejoso e destruidor. Sabe aquela pessoa que se aproxima de você, torna-se amiga e só te atrapalha? Nossa, eu não sei se são os trinta anos que bate à porta, o retorno de Saturno ou seja lá o que for, mas como eu tenho me deparado com essa qualidade de gente!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Existem vários subtipos de canalhas, mas eu me atenho a dois que são os frequentes: o burro e mais usual devido ao crescimento em escala geométrica da ignorância e falta de tato e o extremamente perigoso e ardiloso que eu chamo de “o canalha da boa sociedade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro tipo é fácil de perceber e acho que na verdade ele só é canalha por total falta de competência em desempenhar um papel melhor na vida. Geralmente ataca em bando e costuma ter como alvo os que fazem tudo aquilo que ele gostaria de ser e/ou fazer, mas lhe falta peito. Costuma usar o artifício da anedota corrosiva que os elementos mais desagradáveis  adoram em suas rodinhas cheias de gente infelizes que estão rindo à toa e freneticamente. Quase sempre ele tem o emprego que não quer, o parceiro que não deseja, a casa que não gosta e até mesmo a cidade que não habita. É o frustrado tão comum nos dias de hoje que, quando a luz está apagada, é capaz das maiores e mais impublicáveis baixarias. Não configura um perigo, digamos assim, real. Aliás, pode ser até divertido odiá-lo de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o segundo tipo é aquele que se faz envolvente, sedutor, é inteligente, muito agradável e, por isso tudo, você demora muito tempo para reconhecer, mas, quando isso acontece, ele fica tão desnudo diante da sua inesperada perspicácia que mal pode encará-lo e desaparece como em um passe de mágica, fazendo novas vítimas em outra freguesia. Como eu sempre gostei de um bom embate e não sou o que podemos chamar de uma vítima usual, costumo deixá-lo por perto e, sem que ele possa ter completa certeza de que foi de fato revelado, passo a tratá-lo bem com nuances de agressividade pouco nítida. Para tal, é preciso ter sangue frio, um certo ar aristocrático (para não escrachar) e muita, mas muita mágoa mesmo do elemento. Aliás, esse é um ponto importante porque a vingança não pode ser &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ad eternum&lt;/span&gt; senão faz mal, ou seja, chega aquele momento que ou você corta de vez, chamando para uma cerveja e antes de partir diz olhando nos olhos que ele é repugnante (claro que não precisa fazer essa cena toda, pois existem maneiras de deixar isso claro sem esboçar um músculo facial sequer) ou então vai cozinhando em fogo baixo até que o mesmo evapore de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me deparei com um tipo assim logo que entrei na PUC aqui em São Paulo em dois mil e quatro. Estava sentado em um canto conversando animadamente em uma roda quando esse ser humano que chamarei aqui de vômito apareceu e tentou me ridicularizar da maneira mais covarde, vil e desnecessária que possa haver. Como fui criado em um colégio de freiras onde a crueldade e o cinismo eram as moedas correntes entre a elite inculta de um interior decadente, coloquei o vômito no bolso e me saí – como quase sempre nessas situações – muito bem e esse foi o meu pecado, isto é, não ter expurgado logo o mal por achar que sou inteligente o suficiente para lidar com o canalha destruidor. Porém, por termos até hoje amigos em comum, transitando nas mesmas rodas, acabei levando muito tempo o vômito na maciota e em dado momento de distração ele me sujou com seu caráter maquiavélico e nojento. Nessas horas eu, e imagino que você que está me lendo, penso sempre o porquê de não ter acreditado e confiado na primeira impressão que tive do indivíduo, visto que todos nós nascemos para aquilo que somos e com o canalha não é diferente! Sempre me bate aquela sensação de credulidade infantil, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, esse texto nem é para ser lido por todos, mas apenas pelo vômito que eu tenho certeza que sabe que é para ele. Afinal, o covarde tem plena consciência do quão ácidas e destrutivas podem ser suas atitudes e, não posso deixar de esclarecer, que o vômito é belo, cativante, muito inteligente, sabe trocar de pele como a mais peçonhenta das serpentes e até hoje quando me encontra fica em dúvida se eu o compreendi. Pessoa nefasta, eu exercito desde cedo a arte de domar répteis e saiba que eu posso reverenciá-lo com um sorriso nos lábios e uma faca mãos. Até o próximo e cínico encontro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-8709802664351572670?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://letras.terra.com.br/gilberto-gil/46235/' title='O Nefasto!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/8709802664351572670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=8709802664351572670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/8709802664351572670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/8709802664351572670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2010/11/pessoa-nefasta.html' title='O Nefasto!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/TO4Q9bhWCMI/AAAAAAAAAGg/mMjJDQ6VxME/s72-c/Dissimulado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-704115285314200064</id><published>2010-08-18T23:37:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T23:45:50.261-07:00</updated><title type='text'>A Beleza da Manga</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/TGzTDu5J6cI/AAAAAAAAAGQ/vIoz5QSBArI/s1600/manga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 191px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/TGzTDu5J6cI/AAAAAAAAAGQ/vIoz5QSBArI/s320/manga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507008505448098242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Renato era um belo e jovem rapaz que gostava de Clarice, uma moça que não costumava despertar olhares de ninguém devido ao seu temperamento difícil aliado a sua quase inexistente beleza física. Todos se perguntavam a mesma coisa: Como um moço tão belo pode gostar de uma mulher tão feia, desagradável e de hábitos deselegantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ele praticava e ganhava todas as modalidades esportivas, ia bem na escola, chamando a atenção e cativando sempre com um sorriso no rosto, o contrário acontecia com Clarice. Porém, nada parecia abalar o romance deles - nem as investidas constantes de belas e despeitadas jovens e tampouco as piadas maldosas dos amigos do clube, do colégio e do bairro. Renato seguia absolutamente apaixonado e Clarice continuava constantemente desagradável e insatisfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois Renato estava no altar a esperar a noiva com seu terno elegante, porte de Príncipe, sorriso reluzente e muito alegre. Clarice entra pela Igreja com o mais belo vestido e mesmo assim ainda com aquele ar desagradável e a mesma falta de atrativos. A mãe do noivo cochicha no ouvido do filho que vai entender se ele desistir de tudo ali mesmo, mas com convicção absoluta o rapaz nem pensa nisso. Casam-se, festejam e seguem para a lua de mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam anos, Renato prospera na vida e fica muito rico. Clarice resolve ficar bonita e começa a fazer algumas intervenções que a deixam mais simpática. O problema é que enquanto a esposa vai se embelezando, o marido fica careca, gordo, diabético e acaba morrendo. Eis que no dia de sua viuvez, Clarice surge bela com nariz afilado por cirurgia plástica, esbelta e proporcional devido à lipos e academias, cabelos sedosos e dois filhos muito bonitos tal como o pai quando novo e que agora se encontra em um caixão para obesos. Porém, as surpresas não terminam por aí porque a viúva sofre com elegância e muita discrição, inclusive consolando os mais tristes e em nada lembrava a jovem feia e desagradável do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento de enterrar o defunto ouve-se uma mulher gritar ao fundo que também tem direito ao morto, pois foi sua amante por mais de dez anos. Todos olham e veem uma lindíssima jovem com seus trinta e poucos anos ajoelhada aos prantos. Clarice pede licença, vai até a moça, ajuda a se levantar, leva até a lápide e pergunta se ela teve filho com Renato. Ela nega e a viúva oficial responde para que todos ouçam: Quero que respeitem a dor desta Senhora! Não era fácil para mulher alguma nesse mundo aturar o mau hálito e o sexo de tão pouca qualidade que ele tinha para oferecer. Volta-se novamente para a agora atônita amante e pergunta: Ao menos ele lhe dava boa vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bela jovem abraça a viúva e chorando copiosamente enterra o rosto em seu colo. Clarice olha para o túmulo e pensa no quão poderia ter sido mais feliz se tivesse casado com um homem menos proeminente, mas que a satisfizesse na cama. Ao chegar em casa não quer saber de outra coisa além da manga que havia escondido no fundo da geladeira para que seu marido guloso não comesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-704115285314200064?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/704115285314200064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=704115285314200064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/704115285314200064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/704115285314200064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2010/08/beleza-da-manga.html' title='A Beleza da Manga'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/TGzTDu5J6cI/AAAAAAAAAGQ/vIoz5QSBArI/s72-c/manga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-3844738416709653631</id><published>2009-03-25T20:48:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T23:31:48.539-07:00</updated><title type='text'>Descarados!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScsgVuj7_YI/AAAAAAAAAGA/j6oVk2ikpzY/s1600-h/lesbianismo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 298px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScsgVuj7_YI/AAAAAAAAAGA/j6oVk2ikpzY/s400/lesbianismo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317379342689107330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá Pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa gostaria de deixar muito claro que em nenhum momento sou contra as mulheres comprometidas que levam para intimidade de suas relações heterossexuais outras mulheres porque vejo com muita naturalidade o bissexualismo e ao contrário de muita gente acredito que ele existe e está se perpetuando cada dia mais devido à nossa cultura ao mesmo tempo homofóbica e homoerótica. Porém o que vem me chamando muita atenção nos últimos tempos é o fato de que o lesbianismo, que sempre foi uma fantasia do universo heterossexual masculino, passou a ser muito incentivado e até mesmo cobrado como um direito dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia estava conversando com um amigo sobre um grupo específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: Essas garotas são todas muito reprimidas! Elas acham um absurdo transar com uma mulher e comigo ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;Eu: E você, acharia um absurdo se uma delas – a mais gostosa – pedisse que você a dividisse com outro rapaz? Mas dividir mesmo! Beijar a três, por exemplo, e isso sendo só o início?&lt;br /&gt;Ele: Claro! Isso seria um absurdo! Eu não sou gay.&lt;br /&gt;Eu: E por que ela deve ser lésbica pra você?&lt;br /&gt;Ele: Ah! Mas é diferente porque eu estaria ali para as duas.&lt;br /&gt;Eu: Isso é um completo absurdo! Se ela pra ser contemporânea e libertária deve transar com outra mulher junto a você, você não pode achar um absurdo se algum dia ela pedir que você aceite um terceiro elemento masculino na relação de vocês.&lt;br /&gt;Ele: Eu não sou veado, não sou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o resto da conversa seria impróprio e nada ilustrativo. O que me fez escrever foi esse tipo de pensamento que, acreditem, está cristalizado na cabeça de vários homens por aí e isso encontra incentivos em todos os produtos de entretenimento dos mais diferentes veículos. Se você for assistir um filme pornográfico todos eles, sem exceção, são pensados para satisfazer os homens mesmo nas cenas de lesbianismo e digo isso porque já perguntei pra várias lésbicas se elas se excitam vendo e todas são categóricas na negativa porque não tem nada nem próximo do que seria uma relação mulher com mulher. Porém há agora o “The L Word” que passa na Warner e todas dizem que pela primeira vez viram algo erótico e lésbico. Eu também já assisti e mesmo ciente de que embora seja glamourizado demais (trata-se de um grupo de lésbicas lindíssimas, chiques e muito sedutoras que moram em casas com piscina estilo quadro do Edward Hopper em Los Angeles) e achei que mesmo sendo pensado pra agradar o universo lésbico chique (já que passa em canal pago) ainda assim é projetado pra fisgar também o universo masculino. Porém o ponto positivo é que elas se pegam mesmo e não ficam naquelas ceninhas de beijo no escuro e “apague a luz e deixe entendido que vamos transar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra ponto que te me chamado a atenção são os seriados juvenis. Em todos eles existem casais gays – femininos ou masculinos – mas quando o casal é de lésbicas há sempre beijos quentes e cenas de cama, já quando são masculinos as cenas são sempre mais tranqüilas e ficam no subentendido, ou seja, mais uma vez o foco do erotismo é o homem e isso é, para mim, muito estranho porque sempre achei que o erótico fosse algo mais feminino e que a pornografia fosse mais masculina, mas pensando bem o mundo é dos homens heterossexuais que criaram os pilares de nossa sociedade cristã ocidental e nesse universo as mulheres devem servir, os gays devem se esconder e os homens “machos” devem se servir e se dar o direito ao deleite. Por isso, meninas, quando algum menino pedir que você leve ou aceite alguma mocinha na sua cama, só o façam se isso te excitar e deixe claro que só aceitou porque você quis. Caso contrário continuaremos a ter mulheres exploradas de todas as maneiras, inclusive e principalmente sexualmente. &lt;br /&gt;Lutem pelo direito de não serem prostitutas! E claro: pelo de poderem ser, se assim quiserem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-3844738416709653631?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/3844738416709653631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=3844738416709653631' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/3844738416709653631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/3844738416709653631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2009/03/descarados.html' title='Descarados!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScsgVuj7_YI/AAAAAAAAAGA/j6oVk2ikpzY/s72-c/lesbianismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-5220922535723198173</id><published>2009-03-17T23:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T19:45:53.337-07:00</updated><title type='text'>Tragédia Brasileira - Manuel Bandeira.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCaSWXaEbI/AAAAAAAAAFI/cGU6bOiEBwQ/s1600-h/vermelho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314417200329265586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCaSWXaEbI/AAAAAAAAAFI/cGU6bOiEBwQ/s320/vermelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Não lhe pedi uma vida decente"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro esse conto do Bandeira e por isso imaginei em cima e escrevi uma "novela de rádio". Espero que gostem do roteiro e tirei as indicações de efeitos sonoros que devem estar no roteiro pra leitura fluir melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misael, funcionário da Fazenda, com sessenta e três anos de idade, conheceu Maria Elvira na Lapa, - prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa. Viveram três anos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa. Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 1 – NARRADOR&lt;br /&gt;MISAEL, FUNCIONÁRIO DA FAZENDA, COM SESSENTA E TRÊS ANOS DE IDADE CONHECEU MARIA ELVIRA NA LAPA - PROSTITUTA, COM SÍFILES, DERMATITE NOS DEDOS, UMA ALIANÇA EMPENHADA E OS DENTES EM PETIÇÃO DE MISÉRIA.MISAEL TIROU MARIA ELVIRA DA VIDA, INSTALOU-A NUM SOBRADO NO ESTÁCIO, PAGOU MÉDICO, DENTISTA, MANICURA... DAVA TUDO QUANTO ELA QUERIA E QUANDO MARIA ELVIRA SE APANHOU DE BOCA BONITA, ARRANJOU LOGO UM NAMORADO.&lt;br /&gt;MISAEL NÃO QUERIA ESCÂNDALO. PODIA DAR UMA SURRA, UM TIRO, UMA FACADA. NÃO FEZ NADA DISSO! MUDOU DE CASA E VIVERAM TRÊS ANOS ASSIM.&lt;br /&gt;TODA VEZ QUE MARIA ELVIRA ARRANJAVA NAMORADO, MISAEL MUDAVA DE CASA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[calmo]JÁ ARRUMOU AS COISAS, ELVIRA?O CARRETO PARA PRAÇA MAUÁ SAI DAQUI A POUCO. AMANHÃ JÁ ESTAREMOS NA CASA NOVA E ESPERO QUE VOCÊ HAJA TAMBÉM COM UMA NOVA COMPOSTURA ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA&lt;br /&gt;[firme] NUNCA TE ENGANEI! [displicente] TU NÃO TENS O DIREITO DE ME EXIGIR ESSE TIPO DE COISA PORQUE EU TAMBÉM NÃO LHE COBRO NADA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[bravo] CLARO QUE NÃO COBRAS! DEI-LHE DE TUDO: NOME, DIGNIDADE E RESPEITO PÚBLICO. MAS VOCÊ, ELVIRA, COMPORTA-SE COMO UMA, UMA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA&lt;br /&gt;[debochada] VAGABUNDA, MERETRIZ, PROSTITUTA? SEI QUE É ISSO O QUE PENSASTE EM DIZER. POR QUÊ NÃO FALA? NÃO É HOMEM PARA ISSO? NÃO AGUENTA ASSUMIR QUE SE CASOU COM UMA PISTOLEIRA. PORQUE É ISSO O QUE EU SOU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[inconformado] NÃÃÃÃO. FOSTE! AGORA ES MINHA SENHORA, MAS NÃO SE PORTA COMO TAL. PREFERE ACHINCALHAR A MIM E A SI MESMA A LEVAR UMA VIDA DECENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA&lt;br /&gt;[displicente] NÃO LHE PEDI UMA VIDA DECENTE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[imperativo] CALA BOCA! CHEGA! NÃO QUERO DISCUSSÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;ESSE É O SEU PROBLEMA! NUNCA QUER DISCUTIR NADA E ESTÁ SEMPRE FUGINDO DA VERDADE. QUER SABER? NÃO ADIANTA FICAR MUDANDO DE BAIRRO PORQUE NÃO VOU LEVAR ESSA VIDA INSOSSA QUE QUERES ME PROPORCIONAR. E TEM MAIS: PARE DE CHORAR, REAJA! [aos gritos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[aos gritos] CALE-SE ! JÁ DISSE QUE NÃO AGUENTO MAIS E TU INSISTES EM CONTINUAR COM ESTE TORMENTO. NÃO VES QUE EU TE AMO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;VEJO! MAS EU É QUE NÃO TE AMO E NÃO QUERES ACEITAR. PREFERES A FARSA. [indiferente]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 – MISAEL&lt;br /&gt;[em frangalhos, desesperado] COMO NÃO ME AMAS? NUNCA ME AMASTE OU DEIXASTE DE ME AMAR? GOSTOU DE MIM ALGUM DIA OU APENAS ME USOU?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[indiferente] QUERES MESMO SABER? NUCA TE AMEI ASSIM COMO NUNCA FUI UMA MULHER HONESTA. ES INCAPAZ DE SACIAR UMA MULHER NA CAMA E JÁ QUE PERGUNTASTE DEVO DIZER QUE ESTOU GRÁVIDA, MAS TU NÃO ES O PAI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[pasmo] GRÁVIDA?! DE QUEM?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[altiva] GRÁVIDA DO EMÍLIO, SEU IRMÃO. ELE SIM É HOMEM! VIRIL, RUDE E SABE COMO TRATAR UMA MULHER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[pasmo] DO EMÍLIO?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[indiferente] SIM, DO EMÍLIO! NÃO DE UM PATSO COMO VOCÊ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[descontrolado] E AGORA, O QUE PENSAS EM FAZER? TALVEZ, PENSASTE QUE EU IRIA CRIAR O BASTARDO, FILHO DE UMA CHOCADEIRA VIRA-LATA COM UM VIGARISTA DE BEIRA DE ESQUINA. TERÁS O QUE MERECE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[desesperada, fugindo] PARA COM ISSO MISAEL! NÃO SEJAS INSANO! ESTOU GRÁVIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 2 - MISAEL &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;NÃO ADIANTA CORRER! EU LHE PEGO ONDE QUER QUE VOCE ESTEJA. PREFERES MORRER NA RUA DE ONDE SAÍSTE? NÃO ME IMPORTO, MATO-LHE AQUI MESMO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 3 – MARIA ELVIRA&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;NÃO! POR FAVOR, EU IMPLORO! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Locutor 1 - NARRADOR&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;POR FIM NA AVENIDA ABOLIÇAO, ONDE MISAEL, PRIVADO DE SENTIDOS E INTELIGÊNCIA, MATOU-A COM SEIS TIROS E A POLÍCIA FOI ENCONTRÁ-LA CAÍDA EM DECÚBITO DORSAL, VESTIDA DE ORGANDI AZUL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-5220922535723198173?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/5220922535723198173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=5220922535723198173' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/5220922535723198173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/5220922535723198173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2009/03/tragedia-brasileira-manuel-bandeira.html' title='Tragédia Brasileira - Manuel Bandeira.'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCaSWXaEbI/AAAAAAAAAFI/cGU6bOiEBwQ/s72-c/vermelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-7316998036203127394</id><published>2009-03-03T21:34:00.000-08:00</published><updated>2009-03-25T19:47:35.110-07:00</updated><title type='text'>Esperando Dante.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;"A vida é uma peça musical onde não se permite ensaios. Por isso cante, toque, se alegre e viva intensamente cada minuto antes que o maestro encerre e o espetáculo termine sem aplausos"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu tive um sonho, mas estava acordado e fico feliz que tenha sido assim porque os mais belos devem ser sempre conscientes. Sonhei com um menino bonito, forte, íntegro, feliz e leve. Ele já tem nome e é real. Trata-se do Dante, filho da Susaninha e do Adrián.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O Dante não será o primeiro neto ou sobrinho, mas estou certo que assim como a Cecília também trará o seu encanto e charme, uma vez que é filho de uma penapolense que fez balé obrigada, fugiu do Catecismo e nunca matou a curiosidade de experimentar a hóstia sagrada, que ao invés de vôlei preferiu “handball” e tênis, que fez penteado anos oitenta e quer morrer quando vê as fotos, que achava festa de debutante uma coisa hedionda de tão cafona, que estapeou o “galã” nipônico porque ele era engraçadinho demais, brigou com um rapaz de dois metros no recreio, pensou em ser jornalista e atriz, mas acabou tornando-se uma nobre advogada, que inventou para uma amiga que tinha uma irmã gêmea e colocou a criatura pra falar com a suposta no telefone e de um argentino de Santa Fé – que mesmo vindo de uma cidade chamada Moises Ville não sabe nem onde fica a Sinagoga mais próxima de sua casa e quando ouve, se é que já ouviu, alguém falando em hebraico, se pergunta qual língua exótica seria aquela e que, pasmem, me acha louco só porque logo no primeiro mês de casado eu cheguei em sua casa às seis horas da manhã aos prantos dizendo que ia morrer devido a uma cólica, provavelmente de rim e também porque não gosto que ele ande de mãos dadas com minha irmã e apenas sua esposa quando estamos os três juntos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, assim como aconteceu e acontece com a Cecília eu também imagino o Dante e ele é um carioquinha que corre pra Ipanema apenas nos finais de semana porque os progenitores adoram morar em Laranjeiras e querem que ele estude a semana toda e que vá ao Inglês, que é a sensação da sala porque fala “español”, que tem do pai o nariz, os cachos pretos e da mãe a testa grande e o bico quando emburra. Creio e espero com todo o afinco que ele seja um bom aluno, saiba desenhar, entenda bem as ciências exatas e mesmo assim prefira história e geografia, ganhe as Olimpíadas de verbos, tenha letra bonita, que seja muito paquerado, possua aquele arzinho blasé dos vizinhos do Cone Sul com um olhar distante e certeiro, que ele tenha fé, mas sem comprometer sua inteligência e bom senso e que seja comunicativo apenas quando for necessário. Tudo isso porque acho que não há papel melhor e mais seguro do que o tipo “gatinho ou gatinha mistério cheio de si”. Eu e você, caro e parco leitor, sabemos que isso arrasa quarteirão. Aliás, eu que sempre fui falante demais, odiava essas e esses, mas no fundo sabia que eram “style”. Acho que quando ele vier passar férias em Penápolis sua prima que será super popular vai enturmar o priminho carioca na roda mais animada e disputada do pedaço e que os meninos vão querer matar aquele “carioca-argentino-folgado” que, com grande cinismo embrulhado num pacote falso de diplomacia, sairá por cima e sem socos pensando o quão bobos são os caipiras da Noroeste, mas que também fará bons amigos e que virá com prazer sentir e causar calores nas piscinas e quadras do Clube Penapolense. Aliás, tenho a impressão sem nem saber o porquê que ele vai gostar de basquete e natação e que será feliz, mas não muito porque felicidade excessiva é coisa de gente burra e ele será extremamente inteligente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que mais uma vez estou delirando e assim como com a amaríssima Cecília, espero que da forma que ele vier o mundo abra os braços cheio de possibilidades e que sua vida seja longa e publicável. Por que publicável? Ora, porque eu adoro biografias!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-7316998036203127394?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/7316998036203127394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=7316998036203127394' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/7316998036203127394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/7316998036203127394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2009/03/esperando-dante.html' title='Esperando Dante.'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-8887215225884300866</id><published>2008-10-15T01:27:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T09:39:02.400-07:00</updated><title type='text'>O grande ofício</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/SPWq0wxwT8I/AAAAAAAAADQ/ma-A8vn5ymM/s1600-h/luz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/SPWq0wxwT8I/AAAAAAAAADQ/ma-A8vn5ymM/s320/luz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257295963448430530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A luz de seu olhar me permite sonhar&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei muito antes de começar a escrever esse texto porque sei que posso acumular alguma inimizade e até um processo judicial, mas mesmo assim resolvi postar já que não deixaria nunca uma ou outra desclassificada pautar seja lá o que for na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, dia quinze de Outubro é o tal Dia dos Professores e eu nunca me esqueço dessa data. Nunca mesmo! Esqueço até o aniversário de amigos e familiares, mas o Dia dos Professores é sempre lembrado e acho que isso se deve ao fato de eu ter tido grandes mestras e essa grandiosidade se manifestou ora pela competência, ora pelo carinho e também pela total aptidão para ensinar. Teve também muitas picaretas que ou eram só ruins ou eram ruins e canalhas. Porém no final prevaleceram aquelas que fazem do ensino o maior ofício que alguém pode ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira figura que me vem à cabeça quando penso em professora é a Evanice,  na época secretária do Museu onde minha mãe trabalhava e que me ensinou a escrever as primeiras palavras e ela o fez com tanto afinco que até hoje nossas letras se parecem. Não sei ao certo, mas tenho uma vaga lembrança de ter sido seu primeiro aluno, assim como ela foi a minha primeira professora e ainda rimos do quão errado eu falava. Era algo como: “Evanice, abre o Muçeu pra eu pegar a pipara que está lá denturu da sala?”. Aliás, fui uma criança neurótica porque além de falar muito errado, tinha mania de banhos (tomava no mínimo três por dia), ovos (comia três só pela manhã), vitamina de banana (feita pela Dona Dercília) e sorvete com o Vô Chiquinho (ele uma vaca preta e eu um Sunday). Mas, além disso, tinha o tique do Barbosa da TV Pirata e repetia três vezes a última palavra das sentenças (minhas e dos outros). Imagina quanto constrangimento devo ter causado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, voltando ao assunto, no primário fui alfabetizado por uma Senhora incrivelmente competente e de extrema sensibilidade e toda vez que me lembro dela sinto uma felicidade e uma ternura que me remete aos incríveis dias em que passei naquela sala de aula velha do Colégio das Freiras. Seu nome é Luiza, a minha Tia Luiza que era pra mim tão importante como a minha avó, uma vez que era fantástico como ela fazia do ensinar algo poético e belo e de como sabia lidar com os mais variados tipos de alunos. Eu a amava tanto que guardo ainda hoje um livro chamado “Uma pipa tão pipa no céu” com uma dedicatória dizendo que através da escrita e da leitura eu voaria solto e leve como uma pipa. Sim, eu adorava pipas e também peões de madeira e blocos de montar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte fui aluno de uma psicopata seca (ela não teve filhos, felizmente) e embora devesse por precaução pular essa parte, prefiro falar mal. Essa mulher que não citarei o nome é monstruosa, incompetente e covarde, pois batia nos alunos e as freiras e toda a escola faziam e fazem (porque ela está lá até hoje) vista grossa ao método nazistinha dela. Bem, como não sou cristão e não tenho problemas em odiar, eu a odeio e quero que esse projeto de Demônio morra dolorosa e vagarosamente nas mãos daquelas enfermeiras que batem em velinhos gagás em asilos imundos. No ano seguinte fui aluno da Tia Mariza que era disputadíssima na matrícula porque além de competente tinha uma forma mais jovial de ensinar e não dava tarefa na sexta-feira. Muitas são as boas lembranças desse ano, mas as mais vivas em minha memória foram o  dia em que ela ensinou Frações com barras de chocolate (que comemos depois) e também a quadrilha da Festa Junina (a dela era sempre a mais legal e inventiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio o Ginásio e agora tenho que pedir desculpas para Dona Cecília, professora de Português extremamente carinhosa que foi muito mal recebida por mim porque o fato é que na quinta-série fiz amizade com um “pessoal da pesada” que estudava na oitava e já estavam pixando muro e fumando Free escondidos e eu, fedelho metido, me enturmei e comecei a achar legal ser do mal. Eu não só a tratava com rispidez como ainda fazia tudo pra criar problemas e o maior deles foi quando ela passou uma atividade em que nós deveríamos escolher uma mercadoria qualquer e criar um merchandising novo ou aproveitar de outro produto de natureza distinta. Claro que o espírito de porco aqui aprontou e escolheu uma camisinha Jontex que tinha aos montes na gaveta do Francisquinho (eu até hoje não sei se ele usava tudo mesmo ou comprava pra fazer tipo). Bem, levei a camisinha e uma garrafa de cerveja Skol vazia. Abri  o preservativo depois de ler como usar e coloquei na garrafa que simulava o pênis dizendo sarcasticamente para uma sala de crianças de dez, onze anos: “Sai dessa de morrer de Aids, abre uma Jontex!” Sei que isso é engraçado, mas morro de vergonha da minha agressividade gratuita nessa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia encontrei essa professora no Orkut e ela me deixou o seguinte depoimento: “Lucas, quero dizer o que sempre quis, você nunca saiu da minha memória, desde o primeiro dia de aula há tantos anos...mas, mais que o primeiro dia é a memória dos demais...incrível, não me lembro de quase ninguém daquela quinta série, mas nunca me esqueci de você!&lt;br /&gt;Fico muito feliz que seja assim, essa pessoa tão iluminada, tão sábia e tão sincera.&lt;br /&gt;Desejo que sua vida seja cheia de bênçãos.&lt;br /&gt;Carinhosamente,&lt;br /&gt;de alguém que nunca te esqueceu.&lt;br /&gt;Um grande beijo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras professoras também foram igualmente marcantes e são elas: Dona Jeni (ela me adorava e acreditava tanto no meu futuro), Dona Cristina (a risada mais contagiante e a melhor proposta didática que eu tive), Ana Sílvia (incrível professora de Redação), Arlete (devo confessar que até hoje tenho e consulto seus tópicos sobre Literatura Portuguesa e Brasileira), Nahara (essa foi sem dúvida a mais divertida e suas aulas era sempre movimentadas), Alvair (adorava um palavrão), Dona Márcia (uh, Tiazinha!), Dona Bety (que exigia a mais perfeita margem e legenda no caderno técnico), Dona Célia com suas apostas nunca pagas, Dona Marilda (a melhor professora de Geografia disparada), Dona Angélica (me fez ficar viciado em Análise Sintática na sétima série) , Seu Jáder (tirar sete com ele era nota alta) e em especial a Madá que nem cabe comentários de tão significante que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu for falar de todas não termino esse texto. Os não citados ou não deixaram marcas ou foram muito ruins e digo isso porque não me dou ao ridículo de fingir que tudo foi bom. Não, não foi e teve tipos que deveriam se envergonhar de entrar numa sala de aula. Portanto hoje, parabéns a todos os bons mestres que cruzaram meu caminho e deixaram marcas inesquecíveis porque pra mim ensinar é tão sagrado quanto parir e já disse Milton Nascimento que "tudo o que move é sagrado" e eu acredito piamente que quanto mais se ensina, mais aprende o que se ensina. Minha eterna gratidão e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-8887215225884300866?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/8887215225884300866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=8887215225884300866' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/8887215225884300866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/8887215225884300866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/10/eu-pensei-muito-antes-de-comear.html' title='O grande ofício'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/SPWq0wxwT8I/AAAAAAAAADQ/ma-A8vn5ymM/s72-c/luz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-4878124438450309228</id><published>2008-06-29T03:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T23:35:42.035-07:00</updated><title type='text'>Made in Brazil. I'm so sorry!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/SGdjA2Ha1EI/AAAAAAAAACU/hV1Q5C6A81I/s1600-h/BANANAS.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/SGdjA2Ha1EI/AAAAAAAAACU/hV1Q5C6A81I/s320/BANANAS.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217247559509791810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-style: italic; text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;"Brasileiros, chegou a hora de realizar o Brasil."&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-style: italic; text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;(Mário de Andrade em carta a Manuel Bandeira)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olá pessoal!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu vivo me perguntando o porquê de na minha geração haver tanta gente com um sentimento de negação pela cultura popular brasileira. Sabe aquela gente deslumbrada que queria ter nascido em Londres ou Nova Iorque? Pois tenho encontrado essa gama de imbecis com uma facilidade absurda. Em São Paulo isso é mais comum de se ver no meio jovem “alternativo” (que de alternativo não tem nada além da estampa que é sempre uniformizada e em tons escuros porque é cosmopolita).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Outro dia conversando sobre a gravação de “Divino Maravilhoso” feita pelo &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"  style="font-size:100%;"&gt;Ney&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"  style="font-size:100%;"&gt;Matogrosso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, a garota me disse que não gostou porque tinha pandeiro na música, depois outro rapaz me fala que não gosta de Rita &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"  style="font-size:100%;"&gt;Lee&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e que só gosta de Mutantes porque aquilo sim é “rock &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"  style="font-size:100%;"&gt;and&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"  style="font-size:100%;"&gt;roll&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”, uma moça na &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"  style="font-size:100%;"&gt;PUC&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; me diz “na lata” que odeia canção popular e que só gosta de música &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"  style="font-size:100%;"&gt;eletrônica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e que não &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"  style="font-size:100%;"&gt;aguenta&lt;/span&gt; ouvir nada que seja imbuído de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"  style="font-size:100%;"&gt;brasilidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Toda vez que passo pela Augusta de noite olho para as baladas da moda e o que vejo são jovens com estereótipos da metrópole, ou seja, que podiam estar em qualquer grande cidade do mundo vestindo sua camiseta dos “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"  style="font-size:100%;"&gt;Ramones&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”, seu “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"  style="font-size:100%;"&gt;all&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"  style="font-size:100%;"&gt;star&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” de couro preto e seu “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"  style="font-size:100%;"&gt;jeans&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” apertado que é fabricado pela &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"  style="font-size:100%;"&gt;Santista&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, mas tem a etiqueta das &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"  style="font-size:100%;"&gt;grifes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; da “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"  style="font-size:100%;"&gt;SP&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"  style="font-size:100%;"&gt;Fashion&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"  style="font-size:100%;"&gt;Week&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” ou de qualquer outra semana de moda da Europa ou dos Estados Unidos. E nem precisa dizer que a música desses lugares também podia estar tocando em Nova Iorque, Londres, Paris ou Tóquio e é por isso mesmo que essa turma está lá. Pronto! Essa é a receita de sucesso de uma boa noite paulistana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em contrapartida nunca se valorizou tanto nossa cultura no mundo como hoje. Há lugares em que saímos da catalogação “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"  style="font-size:100%;"&gt;world&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"  style="font-size:100%;"&gt;music&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” para “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"  style="font-size:100%;"&gt;brazillian&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; popular &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"  style="font-size:100%;"&gt;music&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” e isso porque temos uma das mais ricas e reverenciadas canções do globo. Hélio &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"  style="font-size:100%;"&gt;Oiticica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"  style="font-size:100%;"&gt;Lygia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Clark estão sendo redescobertos através de publicações e mostras nos principais pontos de arte e pesquisa que existem. Paulo &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"  style="font-size:100%;"&gt;Freyre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; na educação, Lúcia &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"  style="font-size:100%;"&gt;Santaella&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, Cecília Almeida &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"  style="font-size:100%;"&gt;Salles&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e Arlindo Machado na Semiótica, José Celso Martinez &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"  style="font-size:100%;"&gt;Corrêa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; no teatro, Machado de Assis sendo publicado na França e muitos outros são nomes corriqueiros quando se fala em Brasil no exterior nas mais diversas áreas. Corriqueiros e referenciais, mas é claro que esse pessoal não está nem aí porque eles gastam o tempo para ficar antenado com as últimas tendências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa semana mesmo tive mais uma prova desse deslumbramento com o que é estrangeiro devido ao falecimento da Ruth Cardoso. Ouvi o seguinte comentário: “Ela sim era um primeira-dama que nos honrava, tinha classe e sabia se comportar. Não essa &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"  style="font-size:100%;"&gt;farofeira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; mal vestida da &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"  style="font-size:100%;"&gt;Mariza&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"  style="font-size:100%;"&gt;Letícia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Ô &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"  style="font-size:100%;"&gt;casalzinho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; mais &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"  style="font-size:100%;"&gt;tupiniquim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;!” Bem, não vou entrar em discussões partidárias, mas o fato é que enquanto a Dona Ruth estava sendo bem formada em colégios e universidades da elite paulistana (tanto financeira como intelectual) e pôde se tornar uma poliglota e teórica, Dona &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"  style="font-size:100%;"&gt;Mariza&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; estava trabalhando de babá, se casando, ficando viúva com uma criança no colo, casando com o Lula, ajudando o mesmo no sindicato, tendo o marido preso, segurando essa barra com o filho que já tinha e mais os filhos que teve com ele e passando os “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"  style="font-size:100%;"&gt;perrengues&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” todos que já sabemos e que o PT adora lembrar nas campanhas para elevar a imagem do Presidente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Isso só nos prova que a Dona Ruth é valorizada não pela sua obra que pouquíssimos devem ter lido ou até por sua &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"  style="font-size:100%;"&gt;atuação&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; como primeira-dama, mas porque ela é o retrato da mulher emancipada ao estilo &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"  style="font-size:100%;"&gt;Sorbonne&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e a Dona &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"  style="font-size:100%;"&gt;Mariza&lt;/span&gt; é mais uma brasileira típica. Isso é que me deixa “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"  style="font-size:100%;"&gt;puto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; da vida”! Lembro-me quando, na segunda posse do marido, ela foi muito criticada pela imprensa “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"  style="font-size:100%;"&gt;nazistóide&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” devido ao vestido amarelo com o qual se apresentou. Esse vestido – muito bonito por sinal – tinha sido confeccionado por uma cooperativa de costureiras &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"  style="font-size:100%;"&gt;nordestinas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e não tinha aquele “quê” de Europa ou Nova Iorque, sabe? Era regional demais!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não quero parecer purista porque não sou e a prova disso é que ouço jazz, rock, consumo o “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"  style="font-size:100%;"&gt;american&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"  style="font-size:100%;"&gt;way&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"  style="font-size:100%;"&gt;of&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"  style="font-size:100%;"&gt;life&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;” de cada dia, gosto de música &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"  style="font-size:100%;"&gt;eletrônica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e mais um monte de coisas que não são essencialmente brasileiras porque acredito que a produção cultural deve estar ao acesso de todos, não deve ter fronteiras, mas é que me convenço cada dia mais de que, aliado a uma ignorância gritante e um preconceito secular, o brasileiro tem um pavor tremendo de olhar no espalho e encontrar as mulatas do &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"  style="font-size:100%;"&gt;Di&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"  style="font-size:100%;"&gt;Cavalcanti&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, os “sararás” da Sandra de Sá, os operários da &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"  style="font-size:100%;"&gt;Tarsila&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; do Amaral, as “mamas África” do Chico César, “o preto que você gosta” do Caetano, os &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"  style="font-size:100%;"&gt;Severinos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; do João Cabral de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"  style="font-size:100%;"&gt;Mello&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Neto, as &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"  style="font-size:100%;"&gt;Gabrielas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; do Jorge Amado, as favelas do &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"  style="font-size:100%;"&gt;Noel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Rosa, os &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"  style="font-size:100%;"&gt;Antonicos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; do Ismael Silva, os cortadores de cana dos artistas primitivos ou, como muitos preferem, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"  style="font-size:100%;"&gt;naïf&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e assim por diante. Brasileiro só se sente confortável e orgulhoso em sua posição quando os jogadores da &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"  style="font-size:100%;"&gt;seleção&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; jogam bem e aí é como se esses fossem “perdoados” por serem quase todos pretos. Nesse momento há uma espécie de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"  style="font-size:100%;"&gt;alforria&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; bem ao jeitinho brasileiro de ser – cínico e bárbaro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-4878124438450309228?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/4878124438450309228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=4878124438450309228' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/4878124438450309228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/4878124438450309228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/06/made-in-brazil-im-so-sorry.html' title='Made in Brazil. I&apos;m so sorry!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/SGdjA2Ha1EI/AAAAAAAAACU/hV1Q5C6A81I/s72-c/BANANAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-747453892043823582</id><published>2008-06-17T17:15:00.000-07:00</published><updated>2008-06-18T23:34:20.634-07:00</updated><title type='text'>Quanto custa um sonho?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SFhUCjtIvYI/AAAAAAAAACM/GbiawFXN3nE/s1600-h/sonhos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SFhUCjtIvYI/AAAAAAAAACM/GbiawFXN3nE/s400/sonhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213008971602378114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt; "Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda." Karl Gustav Jung&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Dia de sol, beira de rio, moças lavando roupas com seus filhos brincando em volta. Entre todas elas destaca-se por beleza e formosura Adelaide, esposa do velho e rabugento Miltinho e mãe de Carolina. Adelaide é dessas que mesmo com vida castigante e sem muitas alegrias, mantém intactos o frescor da juventude e o viço de sua beleza morena com traços bem delineados e sensualidade brejeira, venusiana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto trabalham na quebrada da soleira entoam um canto imbuído de dor e conformismo de uma gente que sabe que veio ao mundo num dia de pouca inspiração divina. Certa tarde, já bem cansada e desiludida de tudo, Adelaide avista no corte da cana Francisco que, como ela, é jovem, forte e viçoso e não consegue tirar os olhos desejosos de seu corpo moreno e bem feito. Vê nitidamente que é correspondida com o mesmo fervor e desejo e isso a ela é incomum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As investidas no olhar já datam de algum tempo e Adelaide, como mulher casada e de respeito, trata de desviar qualquer flerte mesmo ciente de que o desejo arde e num lampejo de loucura pede para que uma amiga olhe a filha para se dirigir discretamente até o rapaz. Os dois marcam o encontro atrás da mercearia as oito em ponto, uma vez que o marido e a filha visitariam a sogra dela naquele dia. Como combinado Francisco a pegou no local e hora marcadas e a levou para um motel barato de estrada e Adelaide (que nunca soube o que é prazer nessa vida) refestelou-se nos braços do viril e envolvente homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa seria mais uma estória de infidelidade como tantas outras se a moça não resolvesse abandonar família, mas não para ficar com o amante e sim para "cair na estrada" e conhecer quantos homens fosse possível e onde fosse necessário. Foram muitas as boleias, matas e banheiros até que ela resolveu se empregar numa casa de moças e hoje, mais de vinte anos depois, é a proprietária do local que com letreiro néon sinaliza "Casa da Adelaide". É ali que ela se encontra sem nem pensar se usa ou é usada. Vez ou outra pensa na vida que deixou e até derrama umas lágrimas para depois passar uma boa camada de maquilagem em seu rosto já não tão belo e vestir seus vestidos extravagantes. Para ela a vida é assim mesmo e se os sonhos de menina não foram realizados a contento é outra estória...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Óbit&lt;/span&gt;o&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Não há música para surdos e nem cores para cegos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;E tudo o que foi por ti projetado não cabe na tela de meu sonho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Ao anoitecer o céu negro trará estrelas sem destino algum&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Nunca passe sem dizer ao menos adeus e nem faça da escuridão uma sina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Quem dera parar o tempo no instante daquele olhar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Poder sentir o sopro do vento e o aconchego do abraço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Hoje sei o quanto custa cozinhar os olhos em lágrimas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Buscar o pífio e incerto momento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;O beijo já não adoça mais a alma e é bom  saber que o desejo se esvai&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Sua presença já não é vital e nem meus próprios sonhos são da forma que espero&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Vivo com tal intensidade o presente que – quase sempre – me atraso para o futuro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;(inspirado na composição “Hoje” de Moreno Veloso e nos muitos poemas da amiga Cecilia Egreja)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;FESTA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Num outro tempo numa ilusão mais tola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Tudo é incerto e nada é pra já&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;O revólver do meu sonho atira pra onde eu mirar &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Mas sem matar a ilusão de que amanhã é tudo luz e calor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;DIÁLOGO IMPERTINENTE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;(ou a razão interpela o sonho)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;De onde vens?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Do irreal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Você não é real! Como podes viver sem estar presente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Porque não preciso da vida, sou maior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;E por que não se pronuncias? Por que ficas etéreo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Porque sou soberano! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;És soberano, mas não vives. E se não vive, por que ser?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Não vivo como matéria, mas vivo na paixão, nos anseios, na inquietação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Eu sou palpável e tenho nuances, timbre e textura, sou profana e sagrada, sou baixa e sou alta, profunda e rasa, aguda e grave. Sou o que quero, quando e onde me dá na telha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Você acha...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;E por que ages com tamanha indiferença diante das coisas? Por que vives como se fosse incólume e indiferente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Já disse que sou soberano. Enquanto precisas de matéria para existir e construir sua teia, eu só conto com o delírio, o silêncio, o sono, a loucura. Enquanto corres atrás do singular, eu já nasci plural. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Mas eu viro algo e você fica no pensamento. Sou concreto e você substância desconhecida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Eu não viro porque sou mutação e conto com o acaso, enquanto você vai atrás da comprovação. Eu não tenho textura, sou apenas sensação, sedução e transito sem pedir licença. Você presta contas e eu não dou satisfação. Você vive de verbo e eu de silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-747453892043823582?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/747453892043823582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=747453892043823582' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/747453892043823582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/747453892043823582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/06/quanto-custa-um-sonho_17.html' title='Quanto custa um sonho?'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SFhUCjtIvYI/AAAAAAAAACM/GbiawFXN3nE/s72-c/sonhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-4615011465435617888</id><published>2008-06-08T22:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T22:43:16.389-07:00</updated><title type='text'>A paranóia nossa de cada dia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/SEzA-I14xZI/AAAAAAAAAB0/6oTvaDTfBuo/s1600-h/medo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209751042718746002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/SEzA-I14xZI/AAAAAAAAAB0/6oTvaDTfBuo/s320/medo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá pessoal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando criança morava numa casa que foi construída em mil novecentos e trinta e sete por meu vovô e sua encantada Júlia e digo encantada porque embora eu o amasse muito, tinha plena consciência que ele era e sempre fora desprovido de beleza, embora tivesse seus olhos azuis, seu nariz adunco (que pode ser um charme) e uma sedução ora brejeira, ora inteligente e na maioria dos casos certeira. Mas o fato é que na nossa cabeça de criança a casa era mal assombrada e isso não me afligia, uma vez que eu tinha certeza que era um vampiro sem poderes e que no lugar de sangue precisava tomar sorvete de doce de leite da Kibon e comer chocolate diamante negro diariamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que recebíamos nas férias alguns primos que eram o Tádzio, a Katiana, o Breno e mais quem aparecesse para passar férias na Cidade das Penas e minha diversão era levar todos para o “Assombradinho” – uma ex-casa de funcionários que na época já era um depósito de “não quero essa coisa aqui, mas não vou jogar fora. Manda pra lá”. Para uma criança era o paraíso, pois encontrávamos bicicletas e móveis da década de sessenta, fantasias de carnaval, escrivaninhas, tintas para canetas tinteiro da marca Kim, resto de materiais de construção, entre tantas outras coisas. Porém o lugar não tinha iluminação alguma mesmo que fosse duas horas da tarde e isso aliado a estórias contadas pela Ivana de fantasmas era um prato cheio. A mais assustadora era de que certa vez quando ela era criança e brincava no terraço começou a ouvir batidas e gritos na porta do lugar e, quando chegou para ver, os gritos viraram gemidos de dor e a porta parecia estar sendo forçada por alguém. Exatos quarenta segundos depois a porta se abre bruscamente e não tem nada além de plumas de travesseiros no ar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu morria de medo, mas depois de um tempo saquei que era tudo mentira dela. Sem deixar de crer em fantasmas comecei a passar tardes inteiras no lugar e quando foi se aproximando as férias já comecei a pensar em como iria assustar os outros. Não precisei! Meu irmão Francisco teve a brilhante idéia de levar todas as crianças quando caiu a noite. O problema é que não havia energia elétrica por lá e fomos com uma vela acesa que ele mesmo segurava e que foi “casualmente” apagada no último cômodo sem que ele fizesse barulho algum. Acredito que todos podem imaginar o transtorno que foi para duas crianças de nove anos, mais uma de uns cinco saírem aos berros no mais completo breu tanto do lugar como da mente tão cheia de merda que temos nessa idade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém esse não foi o pior susto que já levei na vida. Susto mesmo foi com a Susana, minha irmã. Eu devia ter uns treze anos e estava só no terraço brincando com o Godot e o Rufos. A brincadeira consistia em jogar uma bolinha no andar de baixo para ver qual cão pegaria e traria nas minhas mãos e assim eu estava fazendo a algum tempo. Num determinado momento os cães não voltaram, pararam de emitir som e fez-se um silêncio propício para o clima de horror. Suei frio e fui até a porta que estava trancada – o que me deixava encurralado ali.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu (pensando): Entrou um bandido, matou os cães e vai me matar também. Nem tenho para onde ir!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhei em volta e vi duas coisas que podiam me servir (vigas de madeira para construção e um conjunto de panelas tipo marmita) e como o bandido não se manifestava resolvi, chorando de pavor, mas sem fazer barulho e com a marmita na mão como se fosse um taco de madeira, descer as escadas e enfrentar meu oponente – no caso minha irmã que estava de calça jeans, camiseta branca e um boné que escondia seus cabelos, ou seja, um “trombadinha” típico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu (pensando): Não vai adiantar ficar aqui e como vou ser morto por esse filho-da-puta irei ao menos tentar rendê-lo. Mas e se for mais de um?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando estava alucinado atrás dela, acho que fui pressentido e nesse momento ela se virou e eu levei alguns segundos para processar a informação parando com a “arma” bem próxima de sua cabeça num grito de absurdo pavor.&lt;br /&gt;Ao ver quem era senti uma pontada no peito e falei ainda um pouco apavorado:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Sua idiota!&lt;br /&gt;Ela (atônita): Você é louco?&lt;br /&gt;Eu (certo de que ela fez de propósito): Não, você que é uma impertinente mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela (agora rindo muito): Eu não fiz nada! Você que é maluco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, o fato é que ela estava apenas segurando uma bolinha e os cães estavam quietos porque aguardavam o momento de correr novamente e eu imaginei toda essa fantasia em minutos de intenso pavor e essa não foi a única vez em que criei situações regadas a paranóias. Com o tempo as paranóias saem do universo fantástico e migram para o cotidiano e é aí que a galera surta mesmo. Eu acredito cada vez mais que virar adulto é entrar num processo “paranoisante” e que nos tornamos vampiros de nós mesmos, sendo que uns transam e outros continuam tomando sorvete e comendo chocolate. Ai, que saudade dos fantasmas do “Assombradinho”!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-4615011465435617888?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/4615011465435617888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=4615011465435617888' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/4615011465435617888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/4615011465435617888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/06/parania-nossa-de-cada-dia.html' title='A paranóia nossa de cada dia.'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/SEzA-I14xZI/AAAAAAAAAB0/6oTvaDTfBuo/s72-c/medo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-7067275452022008883</id><published>2008-05-04T00:51:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T02:44:34.511-07:00</updated><title type='text'>"Meu mundo e nada mais"</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/SB2EhnTGEII/AAAAAAAAABk/T8HW5sJ9c-0/s1600-h/rio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196455258075041922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/SB2EhnTGEII/AAAAAAAAABk/T8HW5sJ9c-0/s320/rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/SB2EhnTGEJI/AAAAAAAAABs/hRgc70Q-5EA/s1600-h/sao_paulo1_15042006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196455258075041938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/SB2EhnTGEJI/AAAAAAAAABs/hRgc70Q-5EA/s320/sao_paulo1_15042006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem me conhece um pouco acaba me perguntando se eu gosto mais do Rio ou de São Paulo e eu – sempre muito polido e sincero – respondo que gosto das duas e que gosto tanto que queria ser milionário o suficiente para ter uma cobertura de dois andares na Gávea e outra na Avenida Paulista (naquele prédio bem alto próximo ao Conjunto Nacional). Milionário o suficiente para não fazer nada que lembrasse trabalho em hipótese alguma e arrumar preceptores inteligentíssimos e super intelectualizados para estudar filosofia, arquitetura, história da música, das artes plásticas, vídeo-arte, performances (para tentar ao menos desconfiar do que isso se trata), história geral e do Brasil e mais tudo o que me desse na telha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É claro que muito provavelmente eu não serei assim nunca e embora isso seja uma tristeza e melancolia latentes de meu coraçãozinho classe-média, tenho sempre que inventar uma vida pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando eu vivia no Rio de Janeiro dava muito menos bola para praia do que hoje em dia, era branco feito um morador de Campos do Jordão e usava a Orla de Copacabana todos os dias para caminhar meus quinze quilômetros por noite. Sim, eu esperava o sol desaparecer por completo ou então freqüentava a Praia do Leme ou do Arpoador bem cedinho, de manhã e, quando o sol ia começar a tostar, me mandava. Abominava praia cheia! Hoje, quando vou até o mar, passo o dia inteiro e fico na maior alegria quando a praia enche. Também tinha como um de meus programas preferidos ir até a Livraria da Travessa (a mais tradicional da cidade) e ler livros inteiros sem comprar nem um postal. Até hoje não entendo como aquela gente podia ser tão simpática comigo, um cara-de-pau profissional que nunca nem café tomou por lá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quanto às aventuras gastronômicas, eu sempre comia lanches no Cervantes, no Bar Baco, cachorro-quente de forno numa lanchonete atrás do Copacabana Palace, sorvete no Alex lá no Posto 2 ao lado da Duvivier (diziam que Roberto Marinho mandava seu motorista buscar o sabor pistache e creme), lanchinhos no Leme Light, entre tantos outros “points” de comida barata, gostosa e nada saudável. E como era duro! Eu até hoje não sei como conseguia viver bem por lá!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porém o que me deixava feliz de fato era a casa Peters carioca. Lá viviam Ana, Afonso e Jana e todos os três são fantásticos e fonte riquíssima para muitas e muitas crônicas. Vocês já viram aquelas famílias que não “douram a pílula”? Eles são assim, ou seja, falam e brigam alto, gostam de “botecar”, são claros, dizem tudo na lata e se amam imensamente, mas tanto que sempre estão aptos a acolher mais um e assim o fizeram comigo. Não que eu tenha morado com eles, mas passei a freqüentar a residência e não sai mais. Ou melhor, sai para me mudar para São Paulo e até hoje sinto uma saudade rascante e acho que não acharei em nenhum outro lugar uma família similar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quanto à São Paulo, eu adoro viver aqui. Gosto dos amigos que fiz e faço, gosto da agitação cultural e metropolitana, adoro caminhar pela Avenida Paulista e pela Rua Augusta, de comer “croissant” no Benjamin Abrahão, doces na Elite e na Dona Deola, de ler também gratuitamente na Livraria Cultura (porém aqui não fico tão à vontade porque são menos amistosos), de fazer supermercado de madrugada na Monte Alegre, de ir ao Cine Unibanco, ficar ouvindo discos no Neto, dos showzinhos de música da Vila Madalena, das baladas mais estranhas e impróprias, de ir aos shows do Ibirapuera e de ficar tentando entender “a dura poesia concreta de suas esquinas” e claro que também dos museus e galerias que faz de São Paulo o único lugar onde você realmente se sente “cult bacaninha”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui também tenho refúgios que são as casas da Daisy e do Carlos com sua infanta Letícia (família que também não economiza no amor e que vive com a casa cheia), das moças “lá de cima” (Júlia e Ana do ES e Aline de Sergipe), da Alessa – a ingrata que eu mais amo e mais algumas aí. O fato é que mais uma vez eu concordo com o Oscar Niemeyer quando perguntaram o que ele achava mais importante na vida e ele respondeu laconicamente que eram as pessoas. Porque umas poucas certezas todos tem, dúvidas surgem com a velocidade da luz (e isso é muito produtivo), sonhos via de regra não se realizam, a vida é para ser dura mesmo (cada dia mais acredito que a gente nasce pra se foder mesmo), mas as pessoas é que nos salvam e infeliz de quem não as possuem. Não quero ficar aqui defendendo aquelas pieguices de sejamos amigos e vamos todos nos amar, apenas declarando meu mais profundo amor a quem quero bem e às cidades que me acolheram. Acho que hoje posso me considerar um “penapolense meio bossa nova e rock and roll”. Porque o Rio é charmoso como a bossa e São Paulo é árido e vibrante como o rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-7067275452022008883?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/7067275452022008883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=7067275452022008883' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/7067275452022008883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/7067275452022008883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/05/meu-mundo-e-nada-mais.html' title='&quot;Meu mundo e nada mais&quot;'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/SB2EhnTGEII/AAAAAAAAABk/T8HW5sJ9c-0/s72-c/rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-4579942685770247253</id><published>2008-05-01T22:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-01T23:54:02.676-07:00</updated><title type='text'>Viver... só me faltava mais essa!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SBq6gnTGEHI/AAAAAAAAABc/_a7yx3jdrg8/s1600-h/irrita%C3%A7%C3%A3o2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195670189592940658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SBq6gnTGEHI/AAAAAAAAABc/_a7yx3jdrg8/s320/irrita%C3%A7%C3%A3o2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava pensando em como as pessoas extrapolam o bom senso ao se verem na difícil tarefa de conviver em grupo. A impressão que eu tenho é a de que vai chegar um momento em que todos terão que tomar um remédio qualquer para conseguirem, ao menos dopadas, dividir espaço, atenção, coisas e mais o que tenha que ser compartilhado. Como é duro! E eu já quero o meu remédio logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, estava no ônibus que me trouxe de São Paulo para Penápolis quando me deparo com uma passageira ao meu lado muito espaçosa e que, dormindo e roncando, jogava seu corpo para o meu lado e me acordava com o inesperado contato (isso porque eu é que estava acomodado no corredor). Lá pelas três horas da manhã e já não tão cavalheiro assim me dirigi a ela cutucando-a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: Moça, moça!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela (acordando atônita): Oi!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu (muito direto): Você ronca e joga seu corpo para o meu lado e com isso não consigo dormir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela fez uma cara de surpresa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu (extremamente didático): Pois é... o fato é que seu ronco pode ser uma anomalia do sono e para isso cabe um médico, mas seu corpo em cima do meu é um problema de fácil solução. Basta que você jogue seu corpo para o lado da janela e aí eu posso tentar ignorar seu ronco e tentar também dormir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ela (muito sem graça): Ah, tá! Vou tentar.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu (ainda amigável): Sim, e vai conseguir! Qualquer coisa eu te acordo e vamos os dois olhando um pra cara do outro até o final da viagem. Acordados!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ela (agora mais confiante): Não precisa! Vou conseguir.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu (agora querendo rir): Eu sei que vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que você, caríssimo e escasso leitor, pode achar minha atitude exagerada, mas o fato é que a Senhorita veio deste momento até Penápolis sem nem encostar mais em mim e eu pude exercitar o meu direito de poder dormir numa viagem de sete horas pela madrugada fria e úmida que fazia. E é aí que me pergunto o porquê dela não ter esse cuidado antes de alguém criar um clima desagradável como foi o caso. Será assim tão difícil entender que dentro de um ônibus a gente não pode se sentir na poltrona da sala de nossa casa e ficar tão à vontade? Eu sinceramente não entendo o porquê desta falta de protocolo das pessoas e, falando bem francamente, nem quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso desta natureza é a sala de aula. Eu abomino essa gente que vai pra aula copiar resuminho de lousa sem ter lido a matéria previamente e o fato é que NUNCA em toda a minha vida tive cadernos completos e resumos porque sempre gostei mais de questionar e debater do que de copiar. Confesso que sempre tive um certo desprezo por aluno que não abre a boca e não participa, mas pior do que esse é aquele que não quer que a aula seja debatida porque prefere o conteúdo mastigado. Isso é o final dos tempos! Fogueira para eles! Semana passada entrei numa briga por causa disso numa aula sobre como a tecnologia influenciou as mudanças das artes plásticas. Para ficar mais fácil de entender, vai uns exemplos: Como foi o impacto do surgimento da fotografia na produção plástica de sua época? Ou ainda qual o impacto do surgimento do trem e da Revolução Industrial na produção de sua época? Enfim, tema interessantíssimo com professora imperdível e aí vai o que ocorreu por causa de um idiota fruto do processo de analfabetização do Brasil (esse sim um projeto levado a sério neste país):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professora: Quando vemos Van Gogh enlouquecido para tentar entender a arte do Monet criando um novo estilo...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aluno (interrompendo): Professora, mas essa aula vai cair na prova ou não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu (não agüentando): Fique tranqüilo que você não vai conseguir entender caindo ou não na prova. Eu hein!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Professora (com um sorriso de canto de boca): Gente, não se preocupem com a avaliação agora que vou dizer o que quero logo mais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aluna (do mesmo naipe): Mas... você vai deixar o material na xérox, né? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu (só para atrapalhar): Professora, volte ao Van Gogh porque eu quero ter aula. Depois essa gente se bate disputando fila na xérox e quem sabe eles não se matam. Já pensou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso dizer que virou um tumulto só e que a professora, que me adora e é sarcástica, riu sem nem tentar disfarçar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Outra coisa que não consigo compreender é a questão das filas para gestantes, idosos e deficientes (que acho mais do que justo) ser tão banalizada. Estava eu numa agência do Banco Real da Alameda Santos quando chega uma moça obesa com seus vinte e poucos anos e pega a senha preferencial ao invés da senha normal. Todos que estavam sentados esperando muito porque a agência estava cheia se entreolharam pensando o mesmo que eu, ou seja, o que tem essa moça além de uns quilos a mais. Juro que desta vez pensei que não iria me indispor, mas ocorreu que bem na hora de me chamar vi que a senha dela passou na minha frente no sistema e fui junto com ela:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eu: Moça, qual é a sua? Porque você não está com barriga de grávida, não é deficiente e muito menos idosa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ela (muito cara-de-pau): Eu estou grávida, sim! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eu (bem incisivo): Ah, não está não! Você está obesa e isso é bem diferente! Acontece que tem muita gente esperando e ninguém está disposto a cair no seu truque. Bem, eu pelo menos não vou!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ela (chocada): Estou grávida sim!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eu: E onde está o seu exame? Quero vê-lo agora! Vocês não querem?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Quando olhei o caixa estava rindo disfarçadamente e logo veio outro funcionário para continuar com a fila e eu fui atendido ao mesmo tempo que a falsa gestante. E não sintam dó porque eu sei o que é uma barriga de grávida e a dela não era!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eu poderia ficar aqui escrevendo por horas situações deste tipo, mas acho que já me cansei de mim, de você e de tudo isso e hoje vou ficar por aqui. A minha única pergunta é: Por quê a convivência social está ficando tão difícil? Parece até que está tudo em suspensão e que não há mais parâmetros. Como pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-4579942685770247253?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/4579942685770247253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=4579942685770247253' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/4579942685770247253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/4579942685770247253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/05/viver-s-me-faltava-mais-essa.html' title='Viver... só me faltava mais essa!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SBq6gnTGEHI/AAAAAAAAABc/_a7yx3jdrg8/s72-c/irrita%C3%A7%C3%A3o2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-3085599448315082363</id><published>2008-04-15T16:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-15T18:13:31.476-07:00</updated><title type='text'>O casamento - esse acontecimento outra vez!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SAVSstPDmoI/AAAAAAAAABU/NHREmBG4vfc/s1600-h/Bunda%2Bna%2Bjanela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189645073624832642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SAVSstPDmoI/AAAAAAAAABU/NHREmBG4vfc/s320/Bunda%2Bna%2Bjanela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem realmente lê esse blog sabe o quanto eu gosto e sei me comportar em casamentos. São de fato grandes e emocionantes eventos e eu não perco nenhum para o qual sou convidado. Porém o que me fez escrever hoje foi o casamento da Mariana lá de Penatown.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu a conheço desde criança porque nossos pais são muito amigos desde sempre (aquele tipo de amizade onde as famílias fazem tudo juntas e que hoje em dia é muito bem representada em “Desperate Housewives). O casamento ocorreu em Ribeirão Preto e tínhamos que sair depois do almoço de Páscoa para tomar um chope no lendário Pingüim, jantar e pernoitarmos, mas como tudo, absolutamente tudo entre os Francos vira um grande e exagerado problema, os planos não foram assim seguidos à risca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoço de Páscoa, ou seja, um “levíssimo” bacalhau num calor exagerado e típico da Noroeste paulista:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PAPAI (muito calmo e meigo): Vai, vamos logo que eu não quero pegar essa estrada ruim de noite!&lt;br /&gt;MAMÃE: Eu já estou pronta!&lt;br /&gt;EU (como sempre o mais lúcido): Mas nós vamos sair daqui com esse sol a pino depois de comer uma bacalhoada?&lt;br /&gt;MAMÃE (brava): Seu pai, seu pai!&lt;br /&gt;PAPAI: É... Vamos! O carro é meu e eu que decido quando sair. O dia em que você tiver o seu carro, você decide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa fração de segundo pensei comigo mesmo que eu não precisava ir a esse casamento um dia antes do mesmo acontecer porque não estou mesmo podendo beber e que mesmo que estivesse, jamais sairia para uma viagem com a intenção de tomar um mísero chope e comer uma coisa qualquer de boteco metido a besta de uma caipirada rica da “Califórnia brasileira”. Pensei ainda que não fazia o menor sentido sair tão cedo para um trajeto de três horas só porque a estrada é ruim e que sendo ela perigosa, será assim de dia, de noite ou de manhã e que deveria ligar o “foda-se” e arrumar outra maneira de ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU (me esforçando para parecer calmo e altivo diante dos dois): Então vão vocês que eu não vou.&lt;br /&gt;MAMÃE (agora muito brava começa a tirar minha roupa e sapato da mala) e diz: Vamos logo e eu dirijo!&lt;br /&gt;PAPAI (me deixando algum dinheiro e muito impaciente): Não, eu dirijo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecharam a porta e partiram. Eu atravessei a rua e fui falar com uma vizinha também amiga que partiria no dia seguinte para o casamento que seria às dez horas da manhã. Combinei tudo com ela e lá fomos nós bem cedinho para a cerimônia que ocorreu numa capela de bairro. Chegando ao destino fomos pedir informação sobre o local para uma moça num posto de gasolina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela tinha cara de dopada por algum desses medicamentos que tiram a pessoa da depressão e jogam na demência e não obtivemos muito sucesso. Depois de muito andarmos, chegamos antes de todo o mundo com a igreja praticamente vazia e aos poucos foram chegando todos. Mamãe era uma das mais elegantes e como diria um velho familiar, estava “tão bonita como a primeira-dama do Acre”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passado todo o “blá” religioso fomos para a festa que seria num sítio e eu pensando que o lado bom de não estar bebendo é que não correria o risco de me comportar inapropriadamente como no casório do Francisquinho. Ledo engano! Bem que dizem que vez ou outra o destino nos prega alguma peça e foi exatamente isso o que me aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fato é que ao nos acomodarmos percebi que teria que trazer uma mesa de longe para juntar toda a turma e lá vou eu fazer isso com uma mesa de ferro pesada que ao chegar em seu destino final e ser colocada no chão por mim - que estava agachado para a tarefa – percebi um som de calça rasgando no traseiro. O detalhe é que a calça era branca e a cueca azul-marinho e ela rasgou na costura deixando toda a minha bunda de fora. Como nessas horas penso rápido, sentei correndo na cadeira para que ninguém me visse, ou melhor visse a minha parte mais imprópria e me dirigi à Suzana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: Onde estão meus pais hein?&lt;br /&gt;ELA: Ainda não chegaram&lt;br /&gt;EU: Ah! É mesmo? Bem, eu não posso levantar daqui por nada.&lt;br /&gt;ELA: Por quê?&lt;br /&gt;EU (rindo, mas muito nervoso): Porque estou com a bunda exposta, minha calça rasgou e eu preciso que meu pai busque a calça que ele usou ontem e me empreste.&lt;br /&gt;ELA (rindo e nem um pouco nervosa): Não acredito!Isso já aconteceu comigo num chá lá em Penápolis e fiquei sentada durante todo o evento.&lt;br /&gt;EU: Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que avistei meu pai ele já foi avisado do ocorrido e foi buscar a calça enquanto todos na mesa riam e ironizavam o fato de que o banheiro onde eu teria que me trocar ficava bem longe e que para tal eu teria que atravessar toda a festa. Bem, enquanto a calça não vinha e eu ficava sentado sem me levantar nem para cumprimentar quem quer que fosse, comecei a bolar um plano para discretamente efetuar a troca da vestimenta sem tornar pública minha bunda e deixar no holofote apenas o noivo, a noiva e seu buquê.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu pai chegou, me deu a calça e eu já com o itinerário na cabeça comecei a correr de costas para os convidados em direção a uma porta aberta (que era a casa do caseiro onde sua filhinha de uns sete anos brincava na porta enquanto via um traseiro azul-marinho). Ninguém entendeu nada e a mesa que entendeu (a minha) ria alto chamando a atenção para o fato. Ao chegar na casa e entrar (de costas) a família assistia ao programa “Estrelas” e ficou com aquela cara de pasmados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: Onde tem um banheiro? É urgente! Preciso trocar de roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe e dona da casa me apontou atônita e calada a direção sem tirar os olhos de minha bunda e enfim resolvi o probleminha voltando para festa sem infortúnios maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Para quem ainda não leu, veja no índice ao lado “O casamento, esse acontecimento”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-3085599448315082363?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/3085599448315082363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=3085599448315082363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/3085599448315082363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/3085599448315082363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/04/o-casamento-esse-acontecimento-outra.html' title='O casamento - esse acontecimento outra vez!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/SAVSstPDmoI/AAAAAAAAABU/NHREmBG4vfc/s72-c/Bunda%2Bna%2Bjanela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-3454735064066425324</id><published>2008-03-12T12:50:00.000-07:00</published><updated>2008-03-13T13:36:03.014-07:00</updated><title type='text'>Quem vai querer comprar bananas?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/R9hC50eyvFI/AAAAAAAAABM/giLE7XCZw04/s1600-h/carmem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176961332770159698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/R9hC50eyvFI/AAAAAAAAABM/giLE7XCZw04/s320/carmem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li agorinha mesmo uma notícia que dizia que a Polícia Federal de Fortaleza anda barrando alguns espanhóis que não tenham uma quantia em dinheiro vivo, endereço comprovado, algum pacote turístico previamente contratado e/ou motivo forte para entrar no Brasil. E o melhor é que fazem tudo isso com pouca delicadeza e em português - ou seja - quem não fala nosso idioma fica perdido e não entende muito bem a situação, o que deve causar certo receio e até medo por parte do estrangeiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que essa nova postura não vai ajudar muito no combate ao turismo sexual praticado em todo o litoral brasileiro em especial no Nordeste, mas mesmo assim não deixa de ser uma satisfação aos brasileiros tão mal recebidos na Europa e em especial na Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém a questão que mais me choca, além de terem dispensado tratamento tão ultrajante à estudante da USP, é o fato de que só agora quando a filha da classe média sofre preconceito é que a mídia assume essa denúncia e o Itamaraty resolve mexer o seu traseiro elitista e cobrar alguma desculpa. Sim, porque enquanto tínhamos apenas moças e moços pobres que saem daqui para trabalhar em subempregos e se prostituir forçadamente ou até mesmo por vontade própria por todo o velho continente e em especial na Espanha, em Ibiza, ninguém se atentava ao problema. A Globo mesmo, através do Alexandre Garcia com carinha de preocupado, dizia que os Órgãos Diplomáticos Brasileiros não estavam mais agüentando o número de chamadas de cidadãos enrascados com tráfico de drogas, prostituição, roubos e situação ilegal no exterior e que, com isso, podem não ter dado a devida atenção à estudante, uma vez que estavam mesmo negligenciando as tarefas normais e burocráticas para a qual são destinados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Agora eu pergunto o quê deve ser mais importante para um diplomata brasileiro do que a situação de seus conterrâneos no país que o mesmo está em missão? Que grandes acordos comerciais ou políticos extremamente benéficos para o Brasil eles estavam tramando que não podiam designar alguém para a Alfândega socorrer uma pesquisadora em apuros com a truculência ignorante de um meganha de aeroporto?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para mim isso cheira a descaso dos grandes e se tivéssemos um governo mais sério e um corpo diplomático ciente de sua verdadeira função essa moça não teria passado nem uma hora sequer no borralho destinado aos latinos em geral.&lt;br /&gt;Enquanto estivermos com a "bunda exposta na janela" para passarem a mão, não seremos nada mais do que bananas podres e sucesso no estrangeiro não será mais Carmem Miranda, mas as prostitutas e os michês gostosos e explorados do balneário. A realidade é que não passamos de exportadores de "carne" para saciar o apetite sexual de nossas antigas metrópoles. Foram-se as matérias-primas, os ouros e pratas e agora começam a ir o fruto de toda a miséria gerada por séculos de exploração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apenas uma coisa não muda nesse filme pornô, clichê e grotesco: o fodido e o fodedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-3454735064066425324?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL347089-5598,00-MAIS+UM+ESPANHOL+E+IMPEDIDO+DE+ENTRAR+NO+BRASIL+PELA+PF.html' title='Quem vai querer comprar bananas?'/><link rel='enclosure' type='text/html' href='http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL347089-5598,00-MAIS+UM+ESPANHOL+E+IMPEDIDO+DE+ENTRAR+NO+BRASIL+PELA+PF.html' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/3454735064066425324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=3454735064066425324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/3454735064066425324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/3454735064066425324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/03/quem-vai-querer-comprar-bananas.html' title='Quem vai querer comprar bananas?'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/R9hC50eyvFI/AAAAAAAAABM/giLE7XCZw04/s72-c/carmem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-1608125957669011675</id><published>2008-01-10T20:10:00.000-08:00</published><updated>2008-03-13T13:34:37.913-07:00</updated><title type='text'>Essa tal felicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/R4b9lbqWx8I/AAAAAAAAAA4/fnZ2CXpqNPk/s1600-h/grito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154085643094509506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/R4b9lbqWx8I/AAAAAAAAAA4/fnZ2CXpqNPk/s320/grito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Felicidade se encontra em horinhas de descuido"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;(Guimarães Rosa)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui uma criança muito feliz, falante, amigável e tinha uma gargalhada, segundo dizem, contagiante. Minha mãe diz que guarda ainda hoje o som, o tom, a cor e a textura do riso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;É estranho, mas fico até assustado e perplexo só de imaginar que um dia fui plenamente feliz e satisfeito com a minha existência e condições e isso porque trago em mim uma insatisfação latente, gritante, dilacerante e por quê não dizer cafona? Durante muito tempo achei que é assim mesmo, ou seja, a infância com toda sua candura e inocência traz também o cinismo necessário para a felicidade e que devemos fazer de tudo para que um infante seja plenamente feliz e possa construir uma espécie de poupança de satisfação, já que a adolescência e a vida adulta serão aquela bosta que estamos "carecas de saber".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Agora, pensando melhor, acho que não. Acho que da mesma forma que existe gente feita para cantar, ser advogado, ator, carpinteiro e mais o que lhes vier a cabeça, existe também o grupo das pessoas felizes - ou seja - aquelas que, por algum motivo bem subjetivo, sabem ser felizes e satisfeitas seja indo passar férias em Dubai ou comendo frango assado de domingo acompanhado do futebol na televisão aberta. Essas pessoas podem até passar pelos mais dramáticos percalços que logo estarão novamente felizes, irritantemente e invejavelmente felizes e claro, me deixando muito irritado. Sim, assumo que a felicidade constante dos outros me incomoda muito porque me deixa ciente do quão sou inapto para ela. Mesmo porque, como já cantou a Zélia Duncan, a dor é elegante e elegância é sempre mais sedutora do que felicidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas isso é uma bobagem! Afinal existe também o grupo dos felizes e chiques, uma vez que a felicidade não tem um perfil de público, ela está ou não está com você. Sim, essa é uma outra verdade que me irrita muito.&lt;br /&gt;Eu particularmente não fico feliz com facilidade hoje em dia e tanto isso é verdade que estou aqui perdendo tempo para escrever sobre ela, tentando entende-la e disseca-la e, pela primeira vez me pergunto: O quê me deixa feliz de fato? O quê eu gosto e não gosto no ser humano e na vida? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu não gosto de gente que se preserva, não se expõe (tenho até um certo desdém por essa categoria), não gosto de gente conservadora (se for nova então eu tenho asco), detesto sectarismo, falta de delicadeza no trato com as pessoas, categorias e mais tudo o que lembre ou faça parte do comportamento imbecil de uma classe branca, falida e ocidental. E o que mais me desagrada nessa vida é o cinismo. Sabe aquela “pessoinha” menor que vai entrando na sua vida íntima ou social e vai te minando com aquela pequenez típica dos inúteis, dos idiotas e dos sujos? Pois é... eu os odeio com tal intensidade que tenho vontade de esmaga-las com uma prensa em brasa. Mas isso é assim desde muito cedo, sempre tive uma certa aspereza com essa gentalha e adoro odiá-las. Sei que isso é muito feio e também pequeno, mas gosto de nutrir raiva por esse tipo de gente e não tenho a menor piedade com eles. Adoro saber que pessoas como o Senador ACM ou Pinochet sofreram para morrer e fico puto quando a causa da morte são aquelas dádivas do tipo enfarte fulminante dormindo. Acho uma sacanagem!&lt;br /&gt;Quanto às coisas que me deixam felizes, me vêm a cabeça lugares com grande quantidade de água limpa (mar, rio, lago, cachoeira, piscina grande e particular), música boa com timbres raros e interpretações antológicas, grama verde, árvores frondosas, arquitetura bonita e bem acabada, coisas preservadas quando valem a pena, encontrar pessoas inteligentes, interessantes e engraçadas, comer bem e em grande quantidade, conforto, segurança, tempo de sobra para dormir até acabar o sono e muito, muito dinheiro para ter tudo isso sem me preocupar com nada. Acho que é por isso que minha felicidade é tão rarefeita.&lt;br /&gt;Bem, eu ainda preciso ser apresentado a essa Senhora chamada Felicidade ou pelo menos encontra-la seja no dia a dia banal ou na escuridão dos sentimentos mais profundos porque assim não dá para ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-1608125957669011675?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/1608125957669011675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=1608125957669011675' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/1608125957669011675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/1608125957669011675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2008/01/essa-tal-felicidade.html' title='Essa tal felicidade'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/R4b9lbqWx8I/AAAAAAAAAA4/fnZ2CXpqNPk/s72-c/grito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-4318900658119926858</id><published>2007-12-07T15:18:00.000-08:00</published><updated>2008-03-13T13:33:38.011-07:00</updated><title type='text'>Ouça outra vez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/R1ngBe-OnCI/AAAAAAAAAAo/9yFT9Ubg5to/s1600-h/nene4.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141386765718690850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/R1ngBe-OnCI/AAAAAAAAAAo/9yFT9Ubg5to/s320/nene4.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Mas era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado"&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;(Gabriel García Marquez)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá pessoal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vocês que já estão com vinte e poucos anos ou mais já pararam pra pensar no que se agarraram para sobreviver à adolescência ou, pelo menos, sair vivo dela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bem, eu já! E como um adolescente sempre cheio de certezas sei que a música foi, sem sombra de dúvidas, meu pára-quedas, meu veneno anti-monotonia e por tudo isso minha salvação. Lembro-me de alguns álbuns que me acompanharam diariamente por anos e anos. Discos que ouvia e ainda ouço com contemplação absurda. São eles: "Debaixo dos Caracóis dos seus cabelos" de Nara Leão, "A Marca da Zorra" de Rita Lee, "O Sorriso do Gato de Alice" de Gal Costa, "Greatest Rits" dos Rolling Stones, "What a Wonderful Wourld" de Louis Armstrong, "My Way" de Frank Sinatra e "Série Grandes Nomes" de Chico Buarque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Claro que nem só de pérolas vivia esse pobre e sujo porco que vos fala. Também ouvi com fone de ouvido (para ninguém perceber), discos como "Globo Special Rits" (que trazia coisas como All that she wants e Mister Loverman) e "O Canto da Cidade" de Daniela Mercury. Porém como já escrevi por aqui sempre detestei Nirvana e Guns e isso é um grande problema porque é tão incomum como ter vivido nos anos setenta e não gritado com Janis Joplin (outra que não gosto), não ter chorado com a morte de Jim Morrison (a quem tento sem sucesso fisicamente parecer - daí o cabelo), não ter odiado Yoko Ono (a quem adoro), não ter sonhado com a Rota 66, o "California dreamin", não ter namorado ao som dos "The Mammas and the Papas" ou ouvido "aquela canção" do Roberto e muitas outras canções que marcaram época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lembro-me de ainda em Penápolis ir a alguns bailes ou "brincadeiras dançantes" (festas que ocorriam na casa de alguém onde gelo seco, néons e lasers reinavam ao lado de ponches açucarados, refrigerantes e trilhas que iam de Pet Shop Boys até Ace of Base passando obrigatoriamente pela loira-esquisita-channel Cindy Lauper) e achar aquilo tudo tão, digamos assim, enfadonho. Não gostava nadinha e ao voltar pra casa buscava novamente a minha "playlist" que para meus amigos (poucos, diga-se de passagem) seria a chatice. Hoje como deixei de ser adolescente para ser apenas chato, acho ótimo quando em alguma festa toca músicas dos anos noventa e percebo que além da decadência física o passar dos anos pode nos trazer também a tolerância necessária para não sermos inconvenientes e que o fim da adolescência é não somente uma alforria, mas também o fim das certezas absolutas que nos torna tão idiotas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isso é pura suposição, claro! Porque a única certeza é a de que a música continua sendo meu principal comburente, minha única "tábua de salvação" nas noites de insônia e/ou sem combustão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-4318900658119926858?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/4318900658119926858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=4318900658119926858' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/4318900658119926858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/4318900658119926858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2007/12/oua-outra-vez.html' title='Ouça outra vez'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_n-72pRrh61g/R1ngBe-OnCI/AAAAAAAAAAo/9yFT9Ubg5to/s72-c/nene4.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-1418424413835487526</id><published>2007-12-03T20:43:00.000-08:00</published><updated>2009-03-25T23:18:33.393-07:00</updated><title type='text'>Perigos da Metrópole</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO&lt;br /&gt;Narratividade e Roteirização IV – Paisagem Sonora&lt;br /&gt;Pauta: Roteiro Audioficcional&lt;br /&gt;Autor: Lucas Franco; matrícula 04005833&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como não consegui abrir uma nova conta no blogger, resolvi postar aqui meu roteiro de conclusão da disciplina Narratividade e Roteirização IV. O trabalho que já tinha como pauta os perigos da cidade de São Paulo teve mudanças drásticas devido ao meu absoluto não talento com questões técnicas, falta de tempo e também porque os laboratórios da PUC estão "atolados" com TCCs e por isso não consegui editar meu vídeo onde entrevistei trabalhadores da noite, como garçons, lixeiros, prostitutas, michês, vigias, entre tantos outros. Uma pena, pois terei que terminá-lo nas férias e aproveitá-lo para outra disciplina no ano que vem.&lt;br /&gt;Como a idéia era através das entrevistas criar uma narrativa de rádio misturando realidade e ficção resolvi manter o projeto a partir de notícias de jornal e escrevi um roteiro, ao meu ver, urbano, contemporâneo e que busca uma dose equilibrada de sedução, sarcasmo e reviravoltas. Espero que leiam e gostem.&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Vou postar o roteiro escrito e o áudio através do youtube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ÚLTIMA DOSE”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMBIENTE: Bar (sons de conversas paralelas, copos e música em altura baixa para não comprometer o diálogo.&lt;br /&gt;TRILHA: Sophistecated Lady – Caetano Veloso (faixa 11 do álbum “A foreign sound).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (voz aflita) – Moço, você viu uma mulher ruiva, altura mediana e vestida de preto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom – Não vi, não. Até agora não apareceu ninguém assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis – Está bem. Vou esperar, então. Me veja um Mojito de Manjericão por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena (voz levemente provocante) – Olá, você deve ser a Themis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (dissimulada) – Depende... você me conhece de onde, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena – De onde!? Por enquanto apenas das minhas fantasias. Mas você é bem mais bonita do que eu pensava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (mais sedutora) – Sou é?! Não me achou interessante pela web cam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena (sussurrando) – Achei, claro! Quis dizer que de frente causa uma, digamos, impressão melhor. E parece atrevida também ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom – Seu Mojito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis – Muito Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena – Huuuuummmm... diferente. Como será uma mulher que pede um Mojito de Manjericão? Refrescante talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (desafiadora e com uma leve risada) – Isso eu já não sei dizer, mas posso permitir uma degustação bem servida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena (firme e provocante) – Não vejo a hora de provar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis – Por quê não esquecemos o jantar e vamos pra casa, hein? Meus filhos estão na casa do pai e podemos ficar tranqüilas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena (irônica) – Tranqüilas?! Você havia me proposto tempestades em nosso último Chat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (incisiva) – Hoje faço e sou o que você quiser... faz de conta que essa será sua última noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena – Uau! Boa idéia! Por quê não ir?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis – Moço pode fechar a conta e pedir meu carro, por favor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom (em tom atrevido) – Claro! Mas... tem certeza que vai ser só um Mojito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (firme e ríspida) – Tenho sim! Por quê hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom (recomposto) Por nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOM DE CARRO PARTINDO E TRILHA ABAIXANDO ATÉ SUMIR COMPLETAMENTE&lt;br /&gt;TRILHA: Calling You – Gal Costa (faixa 11 do álbum “Aquele Frevo Axé)&lt;br /&gt;SOM DE PORTA SE ABRINDO, SAPATOS DE SALTO DANDO UNS QUATRO PASSOS, PORTA FECHANDO E BARULHO DE CHAVE SENDO JOGADA EM MÓVEL DE MADEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis – Quer alguma coisa? Uma água, uma taça de vinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FALA INTERROMPIDA POR SONS DE BEIJOS E AMASSOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena (ofegante) – Quero sim... mas nada que tenha que ser preparado. Prefiro nua e crua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAIS SONS DE BEIJO, TECIDO SENDO RASGADO, ACESSÓRIOS, ROUPAS E SAPATOS SENDO JOGADOS PELO CHÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (tom vulgar e ofegante) – Como você é intensa! Parece uma gata arisca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena (irônica e muito provocante) – Gata?! Isso porque você ainda não provou meu banho de língua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RISADA DAS DUAS E MAIS SONS DE PRELIMINARES&lt;br /&gt;TRILHA ABAIXA GRADATIVAMENTE ATÉ SUMIR&lt;br /&gt;SOM DE CHAMADA TELEFÔNICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom (íntimo) – E aí, deu certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (voz fria, calculista) – Sim, foi perfeito. Quanto tempo dura o efeito da droga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom – Mais ou menos duas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis – Okay! Desta vez será fígado, coração? Aproveito ou não as córneas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom – Não! O John pediu rins. Assim que terminar me ligue para darmos um jeito no corpo. Agora tenho que desligar para que ninguém aqui do restaurante desconfie de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis – Merda! Detesto extrair rins. Demora e a pessoa sempre corre o risco de acordar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom (sarcástico) – Ah! Pára com isso lindinha... Não seja preguiçosa! Ao menos valeu a pena? A mulher é gostosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis (indiferente) Você sabe que não me envolvo. Negócio é negócio! Prazer é só com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçom (rindo) – Ahã! Sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Themis ri apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRILHA: Come Together (Beatles)&lt;br /&gt;CRÉDITOS. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;NOTÍCIAS:&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cearaagora.com/materias/pg_materias.php?cod=7687"&gt;http://www.cearaagora.com/materias/pg_materias.php?cod=7687&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=63167"&gt;http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=63167&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://conjur.estadao.com.br/static/text/61746,1"&gt;http://conjur.estadao.com.br/static/text/61746,1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20071118150357&amp;amp;assunto=26&amp;amp;onde=1"&gt;http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20071118150357&amp;amp;assunto=26&amp;amp;onde=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.jcnet.com.br/editorias/detalhe_geral.php?codigo=117059"&gt;http://www.jcnet.com.br/editorias/detalhe_geral.php?codigo=117059&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u348444.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u348444.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.i-gov.org/index.php?article=4986&amp;amp;visual=1"&gt;http://www.i-gov.org/index.php?article=4986&amp;amp;visual=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-1418424413835487526?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/1418424413835487526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=1418424413835487526' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/1418424413835487526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/1418424413835487526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2007/12/perigos-da-metrpole.html' title='Perigos da Metrópole'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-1923842659889044811</id><published>2007-09-29T23:51:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T01:32:00.034-07:00</updated><title type='text'>Esperando Cecília</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sabem e outros não, mas o fato é que sou, serei tio em breve. Isso mesmo, tio! Tio Lucas. Não estou escrevendo por crise ou coisas do tipo, apenas porque acho engraçado isso tudo e também porque esses acontecimentos nos fazem lembrar que o tempo está passando e que estamos cada vez mais longe da adolescência. Ufa! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, ao contrário de qualquer conversa mole comum nessas ocasiões, quero muito uma sobrinha além de perfeita e saudável, linda, cativante, de rara inteligência, estilosa, amada por todos e expressiva. Detesto esses papos de "se vier com saúde, está no lucro" porque saúde é o mínimo que a natureza pode nos dar e se Deus existe e vai mesmo haver um encontro, que venha armado porque ando com vontade de voar no pescoço dele com uma lâmina bem afiada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando a falar da nova "francolina", me parece que chamará Cecília como a Meirelles, a amiga penapolense, a canção de Buarque, será filha de Francisquinho e Sandra e terá o imenso prazer de ser minha sobrinha. Só não sei se será avanhandavense ou penapolense e isso é muito importante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho a impressão de que um dia chegarei a minha casa em Penápolis (que nunca foi, de fato, minha casa) e no lugar de minha cama encontrarei um berço para neta dos finais de semana e na gaveta destinada para alguns poucos pertences encontrarei fraldas, talcos, rendinhas, meias, toucas e mais um monte de coisas destinadas a ela - a intrusa! Com certeza terei caixas de papelão no maleiro ou na lavanderia e se reclamar serei o vilão da trama. Aliás, é o que ando sendo ultimamente e confesso que é muito melhor do que ser legal e sentir-se uma besta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos meus desejos para menina que aí vem, vamos lá:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguém ainda se lembra daquela garota da classe que era quieta, boa aluna, linda, agradável, boazinha e muito querida por todos (de professores a funcionários, passando pelos colegas de sala)? Eu me lembro que as achava além de tudo isso, chatas porque não emprestavam cadernos e não passavam cola, sem graça porque não fazia maldades e vandalismos e às vezes deixava claro que aquele ar de inocência e bondade era construído por uma mãe pentelha, desocupada, neurótica e mal casada. Tanto que algumas na adolescência tornaram-se drogadas, biscates e mais um monte de qualidades desabonadoras. Mas isso é outra estória... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minha sobrinha será tudo o que eu desejo e ainda emprestará caderno e passará cola. Na adolescência vai transar bastante com quem ela quiser, mas ninguém ficará sabendo devido a sua extrema elegância e discrição. Será enfim o sonho de todo garoto e toda garota (cada um ao seu modo de desejar, ou não). Ai, ai! Vai ouvir música boa, nadar, dançar e ter um Orkut super pesquisado. Terá uma voz rouca e feminina (como Lauren Bacall), cantará afinadinha, vai desenhar com primor e mais vários outros talentos. E o melhor de tudo é que será esperta e conseguirá levar os pais na conversa com maestria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, caso ela seja diferente de tudo isso, que venha com fôlego porque o mundo anda difícil para quem não tem malícia e não aparece com algum privilégio natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-1923842659889044811?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/1923842659889044811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=1923842659889044811' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/1923842659889044811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/1923842659889044811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2007/09/lbum-de-famlia.html' title='Esperando Cecília'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-1004448117041290462</id><published>2007-09-20T13:00:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T01:19:09.199-07:00</updated><title type='text'>A poesia está aí</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/RvLgsiL-QsI/AAAAAAAAAAU/VGVyW6pMmx0/s1600-h/poesiaai.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112395582714823362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/RvLgsiL-QsI/AAAAAAAAAAU/VGVyW6pMmx0/s320/poesiaai.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olá pessoal! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre me pergunto quantas pessoas lêem isso e não consigo me privar de dar uma risadinha. Bem, hoje resolvi escrever porque estava conversando com uma garota da Psicologia que reclamava que está amando alguém que não queria ou não podia (confesso que não prestei muita atenção) e que acabara a pouco com uma história na qual ela podia e devia amar o outro alguém. É, sei que está confuso. Mas é mesmo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Semana passada estava conversando com um amigo que faz Administração, não gosta do curso e quer mudar para Comunicação. Disse primeiro que queria fazer Cinema, depois que curte tratamento de imagem e depois que pensa em Marketing. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás me peguei conversando comigo mesmo e cheguei a uma conclusão assustadora e libertadora ouvindo uma música de Jobim que se chama "É preciso perdoar". Quem nunca ouviu que ouça. Aconselho duas versões: Caetano e Cesária Évora ou Tom Jobim e Gal Costa. No meu caso, obtive a luz ouvindo a primeira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outras situações me fazem pensar muito nessas questões. Por exemplo, quando minha mãe (neurótica como toda pessoa saudável deve ser) tentava a todo custo me fazer gostar de me exercitar e eu sempre recusava. Por outro lado ela também não teve muita atenção com as minhas aspirações. Sempre tentou me moldar a imagem e semelhança do que ela achava que eu deveria fazer, gostar, agir, entre tantas outras coisas. E muito disso foi culpa minha, uma vez que eu também neurótico alimentei essa situação. Enquanto ela queria um jovem saudável, amistoso, legal e enturmado eu era essencialmente sedentário, cansado da minha condição de adolescente interiorano, chato e anti-social (não gostava de absolutamente nada que fosse do universo da minha geração). Detestava e ainda detesto Legião Urbana, Shakira, Guns, Nirvana, academia de ginástica, calças largas, camisas cavadas, cabelos raspados, tatuagens e coisas do tipo. A diferença daquele Lucas para o de hoje é que acho que hoje consigo me relacionar melhor com tudo isso e até me divertir com os mais diferentes tipos. Enfim, consigo ver graça na diferença. Claro que ainda surto, xingo algumas pessoas e sei ferir quando quero, mas tudo sem culpa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah! Sobre minhas respostas, vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a amiga: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olha, eu acho que você está muito equivocada, mas acho que todo mundo está muito equivocado. Ninguém procura o amor como se ele fosse um "all star" vermelho. Não é assim, não! Ele ocorre simplesmente. Esse papo de amo quem não devia e não amo quem devia é além de muito cafona, chato, classe média e a prova viva do que estou lhe dizendo. Isso é culpa da publicidade!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o amigo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu já larguei faculdade e comecei outra. Sabe qual é a minha conclusão sobre isso? Faculdade é como Auto-Escola, ou seja, não te ensina a dirigir, mas te dá a licença. Posiciona você no mundo, difere de todos e te faz igual a muitos outros que fizeram as mesmas escolhas. No final das contas a gente faz para estabelecer relações e nada mais. Além disso, decida se quer Cinema, Web ou Marketing antes de largar sua Administração de Empresas. Mas eu ainda acho que deve terminar essa merda e se especializar em Marketing. Porque Cinema é brincadeira de gente rica e sensível e o fato de você ser gay não quer dizer que seja rico e/ou sensível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que de certa forma peguei pesado com os dois, mas fui muito, muito honesto. Penso cada dia mais que a melhor lição que podemos e devemos tirar da vida é mesmo saber engolir alguns sapos. Claro que não estou tentando incentivar ninguém a ser um "banana", mas apenas querendo me tornar um pouco mais tolerante diante da vida que é uma merda mesmo. Porque caso contrário só um trinta e oito, gás, vigésimo andar e mais o que nossa mente destrutiva possa imaginar. E podem me achar ingênuo, mas eu ainda vejo alguma poesia em existir. Digo poesia e não beleza porque a primeira inebria e a segunda ilude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-1004448117041290462?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/1004448117041290462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=1004448117041290462' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/1004448117041290462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/1004448117041290462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2007/09/poesia-est.html' title='A poesia está aí'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_n-72pRrh61g/RvLgsiL-QsI/AAAAAAAAAAU/VGVyW6pMmx0/s72-c/poesiaai.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-6735199258210179534</id><published>2007-07-04T20:06:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T01:30:09.925-07:00</updated><title type='text'>Declaração de culpa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/Rox2xI5xusI/AAAAAAAAAAM/KDkDVhHDXx0/s1600-h/fome.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083568665969932994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/Rox2xI5xusI/AAAAAAAAAAM/KDkDVhHDXx0/s320/fome.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olá pessoal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fazia muito tempo que não escrevia por total falta de saco, mas como estou de férias e estarrecido com os fatos ocorridos nas últimas semanas, resolvi exorcizar minha indignação por aqui, como se fosse possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entre tantos acontecimentos bizarros teve destaque na mídia os assassinatos no bairro dos Jardins (do francês e do garçom negro), o espancamento da empregada doméstica na Barra da Tijuca e a contestável operação policial no Morro do Alemão, esses dois últimos no Rio de Janeiro. Claro que nenhum dos crimes acima citados e nem a barbárie cometida pelo Estado na favela (referendada a pouco pelo Presidente Lula), são plausíveis ou dignas de desculpas, porém mesmo assim me peguei pensando no que leva o ser humano a agir de maneira tão brutal e RACIONAL (sim, não é erro de digitação. Digo racional porque todos foram cometidos com premeditação e em nenhum caso, por tipos tidos pela lei como inimputáveis). Confesso que de certa forma todos nós batemos na Sirlei, matamos o francês na saída do Ritz e coagimos com terror financiado por dinheiro público toda uma comunidade carente que não tem escola, mas tem bala de armas pesadas e o porquê de meu alarmismo tentarei explicar adiante através de situações cotidianas. Sabe quando:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estamos em nosso carro fechado, com vidro escuro e travado o máximo que podemos, muitas vezes sem cinto de segurança (já que fica difícil do policial ver) e chega um garoto "pobre, feio, geralmente negro, maltrapilho, mirrado, sujo" e trazendo mais uma infinidade de estereótipos e arquétipos que não me ocorrem agora e você se sente mal não por causa da situação calamitosa do ser humano a seu lado, mas porque ele age meio que "atrapalhando a paisagem"? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ou então quando você chama um trabalhador semi ou totalmente analfabeto para lhe prestar um serviço (para o qual ele não foi devidamente especializado) e ele o faz de maneira imprópria ou totalmente ineficaz e você se irrita, xinga e fica, com o perdão do termo chulo, "emputecido", referindo-se a ele com desprezo e nem pensa que lhe faltaram todas as chances que a você sobrou? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outra situação muito comum é quando você contrata uma empregada doméstica, como a que foi espancada no bairro nobre do Rio de Janeiro, e exige que ela seja legal e bem humorada com seu filho, passe uma roupa com esmero, cozinhe, limpe sua sujeira, faça hora extra vez ou outra para que você possa passar uma noite "gostosinha" no motel, jantar fora, ir ao cinema e em alguns casos preencha as lacunas deixadas pelos pais contemporâneos que precisam sair para trabalhar e prosperar, fazer pós, enfim ter a uma vida repleta de projetos concretizados como sonha a classe média tão cheia de ocupações. Aí você paga um mísero salário mínimo, encargos trabalhistas e, quiçá, uma cesta básica. Ah, e claro: faz com que ela coma depois de todos (de preferência na cozinha) para que seus hábitos e assuntos não cheguem a ser postos literalmente à mesa. Uma espécie de "Casa Grande, Senzala" atual. Curioso que os rapazes que bateram na Sirlei se enquadram perfeitamente neste perfil, não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Você está passeando, passa uma "bichinha" e você, na frente de seu filho ou de quem quer que esteja ironiza com piadinhas completamente inoportunas e politicamente incorretas ou então com o famoso "... que tristeza para um pai e uma mãe..."? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em reuniões de amigos ou familiares surge o momento "vamos fazer piadinhas de minorias" e todos riem porque é engraçado, mas não tem nada de preconceito, é só para se divertir? Começa o jornal e estão todos na sala. Vem mais uma notícia de chacinas como a da Candelária, Carandiru, Cidade de Deus, Eldorado dos Carajás e por aí vai e você diz sem pudores que é tudo bandido e que tem mais é que matar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Se você já se viu nesses tipos de situações como autor é criminoso. Culpado por bater na Sirlei no ponto de ônibus, matar o francês saindo do restaurante gay, o garçom negro do boteco da Alameda Lorena, os cento e onze computados no Carandiru, as crianças da Candelária, os trabalhadores rurais sem terra de Carajás e mais recentemente os moradores do Morro do Alemão. Agora se você foi ator, mesmo que involuntário dessas situações e nada fez, você é no mínimo cúmplice e nem adianta tentar se explicar porque quem quer ouví-lo ou puní-lo, não é mesmo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Temos que diagnosticar nossa condição de esfomeados, preconceituosos e bárbaros para tentar mudar o pensamento porque só assim muda-se a ação! Não adianta negar que estamos mais para a criança da foto acima do que para os atletas do Pan, o galã da novela, a musa das passarelas e todo e qualquer modelo forjado pela grande mídia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, quando estava no terceiro colegial, me pediram para escrever um texto para a Edição Comemorativa "Brasil 500 Anos" de um jornal penapolense e lembro-me de concluí-lo da mesma forma como farei com esse porque o problema é o mesmo desde quando Cabral chegou para acabar com as "Terras de Pindorama" - nome indígena do Brasil que havia antes da vinda do homem branco. Citando a mim mesmo, vamos lá: "é preciso repensar a sociedade que construímos baseada no mais alto grau de violência e usurpação".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-6735199258210179534?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/6735199258210179534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=6735199258210179534' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/6735199258210179534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/6735199258210179534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2007/07/declarao-de-culpa.html' title='Declaração de culpa'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_n-72pRrh61g/Rox2xI5xusI/AAAAAAAAAAM/KDkDVhHDXx0/s72-c/fome.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-116918905050478849</id><published>2007-01-18T22:11:00.000-08:00</published><updated>2007-01-18T22:44:10.523-08:00</updated><title type='text'>Pergunte-me!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2799/740/1600/25495/loucura.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2799/740/320/136419/loucura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olá pessoal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora pouco, trabalhando e observando um casal e sua discussão cheguei a uma conclusão: nós, homens e mulheres, somos os animais mais imbecis de que já tive notícia. Isso porque não somos capazes de nos olhar e enfrentar nossas dúvidas, inquietações e, via de regra, preferimos fugir das perguntas que fazemos intimamente. Além disso conclui outra coisa assustadora: pessoas perturbadas são sempre mais coerentes e interessantes, infinitamente mais legais e sinceras - mesmo as muito perigosas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estava ouvindo o disco Quartinho (que faz parte do álbum Dois Quartos) da Ana "Gritolina" e tem uma canção em que ela foi a um hospício gravar depoimentos de pacientes para incorporar em seu trabalho, conseguindo coisas para mim fantásticas, tais como:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"... Eu quero uma Carta é de Euforia ..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"... Meu, cê é muito louca, tenho medo de ti ..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"... Gente, eu sou a luz, a luz, a luz ..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"... Olha pra mim meu bem. Eu sou super famosa agora!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, coisas que gente insana diz mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aí parei e me perguntei se eles é que são muito loucos porque ao invés de amadurecer preferiram se afundar na fantasia ou nós é que perdemos o ludismo com o passar do tempo. Sim, porque já cheguei à conclusão de que esse mundo e essa vida que a gente leva é pura ficção, construção mesmo, realidade virtual ou o termo que você preferir e que exatamente por isso é que não conseguimos nos olhar no espelho e responder o que nos assombra e que lá no fundo tem resposta para tudo, absolutamente tudo o que perturba nosso mundinho e ameaça nossa normalidade. Afinal como pode se achar e se intitular como saudável quem não consegue encarar a si mesmo e aos que o cerca?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É por isso que sempre que alguém me pede conselho sobre situações delicadas eu sempre dou o que a pessoa está inclinada a não fazer porque, para mim, a gente só quer ouvir o que não tem coragem de fazer, como comer gente comprometida, sair de casa, sumir, abandonar emprego, faculdade, mandar a família a merda, assumir que é ateu e chocar sempre. Porque legal é impacto e não queda amortecida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-116918905050478849?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/116918905050478849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=116918905050478849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116918905050478849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116918905050478849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2007/01/pergunte-me.html' title='Pergunte-me!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-116704369909307654</id><published>2006-12-25T01:43:00.000-08:00</published><updated>2006-12-27T06:20:46.253-08:00</updated><title type='text'>O quê será que me dá?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olá pessoal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Outro dia fui numa festinha e fiquei pensando em como pessoas da minha geração andam saudosistas - de uma época que nem sonhavam em viver. Pensei que esse caso fosse meu e de uma minoria, mas creio que não. Acho que é uma característica da contemporaneidade mesmo por alguns motivos que identifico em mim e em alguns infelizes desta geração sem muita luz no fim do túnel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bem, antes de irmos para festa fomos buscar um amigo num barzinho com a menina Júlia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Júlia para mim: Grita o Pedrão aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Gritei, ele atendeu e veio para o carro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pedrão: Nossa! Vocês chegaram num momento tenso da conversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Alessa: Huuuuuuummmmmm ... estava rolando um clima com a mocinha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pedrão: Ela é uma amiga do cursinho que eu não via fazia um tempo ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Júlia: E?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu (em cima da fala da Júlia): "... paixão antiga sempre mexe com a gente ..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pedrão (conseguindo, enfim, esclarecer): Estávamos falando sobre "Reforma/Revolução".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ao mesmo tempo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Júlia: Ih ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Alessa: Nossaaaa ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Petit emite um som de estranhamento que não consigo reproduzir aqui. Questão de fonética, sabe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu: hahahahahahahahah ... nada mais classe média do que discutir "Reforma/Revolução" e parar para ir pra balada. Para ficar ainda mais pós-moderno só faltava ser uma "rave".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Júlia (achando graça): Pode crer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Alessa ri e Petit não interage.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pedrão: Sou obrigado a concordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Até chegarmos em nosso destino discutimos vários assuntos e o tom era sempre de saudosismo, fosse a pauta futebol (que para nós não produz mais campeonatos tão legais como antes ou política que não anda mais tão em discussão como esteve trinta anos atrás).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bem, o fato é que para mim tudo não é mais tão instigante como antes. Me lembro de poucos fatos históricos que eu tenha visto "ao vivo" e que me são emocionantes e tenho poucos ídolos nas artes em geral que ainda produzem e/ou estão em evidência, tendo a impressão de que isso ocorre porque não me acostumo à idéia de que faço parte de uma época medíocre, tomada pela barbárie e onde o êxito é mais importante que o mérito, ou seja, não consigo me sentir feliz em ser parte de uma classe média desesperada para arrumar um "empregozinho" qualquer que me renda um certo conforto e uma aposentadoria num futuro distante que pague meus remédios. Não darei continuidade a espécie e creio que essa é uma decisão que não mudarei por uma total falta de tato para lidar com frutos e por estilo de vida mesmo. A verdade é que não acredito no mundo e muito menos na raça humana e também porque a vida está cara e entre pagar colégio e faculdade para um fedelho qualquer e continuar comprando meus cds, livros e dvds, fico com a segunda opção sem pestanejar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chegando na festa os "hits" eram, via de regra, anos sessenta, setenta, oitenta, alguma coisa dos noventa e quase nada de agora. Aí você, caro e escasso leitor pode dizer: Ah, mas o Lucas está sendo chato ... afinal não dá para ouvir as músicas de hoje. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pergunto então: E o quê você leu recentemente que tenha lhe tocado ou feito pensar tanto quanto Machado de Assis, Graciliano Ramos, Raúl Pompéia, Fernando Pessoa, Hemingway, Tenessee Willians, Sartre, Valter Benjamin, Marx, entre tantos outros? Que artista plástico lhe instiga hoje como Picasso, Modigliani, Monet, Hopper, Miró? Quem, da recente MPB e mesmo da música mundial, está cantando e fazendo você suspender a gravidade? Que líder político no Brasil está mobilizando ou mesmo tentando mobilizar em favor de algo mais nobre do que aumentar o próprio salário, além do Gabeira e mais meia dúzia que não ocupa os dedos das mãos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sempre achei que ser engraçado era ser um cara feliz e em sintonia com o seu tempo, mas percebi - a duras penas que não. Percebi que meu sarcasmo, meu tom debochado e minha veia piadista se deve a total descrença num futuro melhor. Sabe aquela coisa do "já que está tudo uma merda, vamos ligar o foda-se e dar risada", como na cena do Titanic em que alguns náufragos pedem mais bebida e música de qualidade ou quando Dom Pedro II oferece o fatídico baile da Ilha Fiscal? O nome disso é desesperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Houve um tempo em que o futuro era animador e viável. Será mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-116704369909307654?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/116704369909307654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=116704369909307654' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116704369909307654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116704369909307654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/12/o-qu-ser-que-me-d.html' title='O quê será que me dá?'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-116426359416194905</id><published>2006-11-22T22:28:00.000-08:00</published><updated>2006-11-22T22:33:14.170-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2799/740/1600/826111/boca_1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2799/740/320/332129/boca_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;EU ADORO BOCA ABERTA E GRANDE (pensem o que der na telha de vocês, mas isso não tem nada de erótico, é estético apenas).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-116426359416194905?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/116426359416194905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=116426359416194905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116426359416194905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116426359416194905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/11/eu-adoro-boca-aberta-e-grande-pensem-o.html' title=''/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-116265439222145914</id><published>2006-11-04T06:53:00.000-08:00</published><updated>2006-11-04T07:33:12.276-08:00</updated><title type='text'>O que eu queria mesmo ser ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/1600/corleone.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/320/corleone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olá pessoal!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava relendo o texto anterior e pensei que deveria esclarecer uns pontos aqui e ali (isso porque eu quero e não porque você perde tempo lendo bobagens mal escritas).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia estava falando com a Alessa sobre que personalidade seria interessante e prazerosso ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela: Você preferia ser o Tom ou o Chico?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: O Tom, mas ... se bem que, sendo o Chico, eu seria muito mais amado e pegaria quem quisesse ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela: É ... mas o Tom é muito mais, não é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (rindo): Acho que ser o Caetano é mais minha cara. Eu me divertiria muito mais e a Gal teria sido minha por um tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela (rindo e pensando libertinagens).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fato é que fui embora e continuei pensando bobagens. Cheguei a conclusão de que eu queria mesmo é ser Don Corleone porque só mesmo alguém muito charmoso, inteligente e sagaz manda matar um inimigo no casamento da filha ao mesmo tempo em que afaga um gato. Isso sim é ser maligno! Soltar bombas em escola de interior e enganar freira topeira é coisa para adolescente bobo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, saindo da ficção e falando um pouco (pouquíssimo) sério, queria dizer que não sou um monstro e posso até ter atitudes sólidas de generosidade. Outro dia mesmo ajudei um amigo bêbado na balada. Se o levei para casa? Não. Arrumei uma coca-cola gelada e zerei a comanda dele abusando de meu "poder" no local. Isso para exemplificar que existe ética no crime.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, falando em ética, lembrei de uma briga minha com o neto do Jânio Quadros - esse mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava eu trabalhando no bar da mesma balada em que ajudei meu amigo alcolizado e do mais perfeito nada surge um cliente - o neto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele: Você votou no Lula ou no Alkimin?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Não votei! Não perderia meu tempo escolhendo entre seis ou meia dúzia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele: Mas você não procurou evitar o PT?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (lacônico): Não!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele (capisciosamente e sem o menor nexo): E entre o Jânio e a Erundina?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (atônito): O Jânio das forças ocultas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele: É.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Sem nem pensar fico com a Erundina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele: Não acredito nisso!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: O Jânio é uma figura histórica desprezível!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele (pensando que eu sabia com "quem" estava falando): Pô cara, como você fala assim comigo? Deste jeito vamos ter que sair na mão ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (agora realmente atônito): Não vamos, não! Eu chamo o segurança e peço que o tire daqui. Mas, por quê defende tanto o Jânio?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele: Sou neto dele e todo mundo aqui sabe disso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Olha, então você devia deixar isso em segredo porque seu avô foi Presidente e sendo assim é uma figura pública e histórica que está aí para ser julgado. E eu não abro mão de dizer a quem eu quiser, inclusive você, o que penso dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele deu umas resmungadas, mas não falou mais comigo. Quanto a mim, continuei trabalhando e confesso que não ri da situação, não. Achei anacrônica mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-116265439222145914?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/116265439222145914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=116265439222145914' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116265439222145914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116265439222145914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/11/o-que-eu-queria-mesmo-ser.html' title='O que eu queria mesmo ser ...'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-116015108072385675</id><published>2006-10-06T08:17:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T14:51:57.937-07:00</updated><title type='text'>Jamais a delação</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/1600/mal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/320/mal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olá pessoal!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ultimamente tenho pensado em questões um tanto quanto inquietantes e acho que isso se deve ao meu aniversário logo mais (todo mundo fica um pouco pensativo nessa época, ou não?). O fato é que ontem estava atento ao tempo que foi, no que está e no que virá. Pensava sobre o que tenho feito de meu tempo e de como venho resolvendo minhas risadas e lágrimas. Claro que me deparei com perguntas quase sempre sem respostas e é justamente aí que tomei conta de como a angústia pode ser perigosa e muitas vezes fatal. Lembrei de alguns fatos e até ri (pouco).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, nunca fui lá muito fervoroso mesmo tendo estudado a maior parte do tempo em instituição católica. Lembro-me de passagens em que minhas dúvidas não se contiveram e criaram até problemas, como certa vez na quinta ou sexta série numa aula de Ensino Religioso com uma freira que estava falando da suposta pureza de Maria e eu pensei comigo que mesmo que a Grande Mãe do cristianismo não tenha transado para conceber o Salvador, Jesus acabava com a questão da virgindade ao nascer de parto normal, uma vez que destruiu o hímem da própria progenitora. Claro que levantei essa questão em sala e tive o azar de ter em minha frente uma freira topeira e provinciana que chocada preferiu me mandar para fora da sala ao invés de se sair muito bem com a plausível explicação de que Maria era pura não por ter ou não o "lacre", mas por não ter se entregado aos prazeres da carne. Se bem que nesta fase da vida eu não estava procurando explicações, mas confusão (tudo isso muito bem pensado na cabeça de uma criança quase adolescente muito esperta, inteligente e possuidora de um incrível talento para criar confusões e ser soberba). Sobre essa fase - a adolescência - devo dizer uma coisa: Achei uma bosta e não tenho a menor saudade daquela vida insossa e cheia de cravos e espinhas que me marcaram para sempre. Odiei ser adolescente e mesmo que não tenha, por exemplo, tentado me matar como muitos fazem, quis em vários momentos matar colegas de sala e professores imbecis (em especial os de matemática, física e química). Lembro de ter assistido ao filme "Um dia de fúria" com o Michael Douglas e no mesmo instante pensar em como poderia usar um taco de madeira na cabeça de algumas pessoas que me incomodavam por serem medíocres, feias, chatas ou tudo junto. Felismente me contentei com minha fértil imaginação e não levei os planos tão a sério por medo das conseqüências e por uma dose excessiva de preguiça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro caso muito bom foi quando resolvi cometer um atentado na aula da folclórica Dona Alvair. Tinha uma garota na sala chamada Nathália Martine que era evangélica, péssima aluna em tudo, que amava a Sandy e o Júnior e se divertia muito fazendo as coreografias de grupos de axé no fundo da classe. Era muito divertida a moça e embora tivéssemos pouco em comum eu adorava incentivá-la a me fazer rir. Certo dia ela me disse na primeira aula:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela: Lucas, você não sabe o que eu trouxe comigo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Não sei, mas você vai me contar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela: Bombas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (com os olhos brilhando para saciar minha gana terrorista): Ah! E quando vamos usá-la?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela: Então ... que tal nas aulas da tarde, depois do almoço?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Pode ser! Por quê não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela: Na aula de Biologia da Dona Márcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Não tenho coragem, não. Ela é muito barraqueira e esquisofrênica. Vai ser na aula da Alvair durante a chamada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela (rindo muito): Isso!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soltei uma bomba ensurdecedora, a professora saiu de si, todos riram, fomos suspensos (toda turma) e uma cretina me dedou. Claro que minha fúria vingativa voltou-se contra ela no futuro, mas isso não vem ao caso agora. O melhor foi minha faceta de injustiçado, com direito a choros, soluços e água com açúcar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irmã: Lucas, sei de fonte limpa que foi você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (com cara de espanto): Eu!? Mas quem falou uma coisa dessas? Não fui eu mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irmã (investigativa e ainda com certeza): Você pode ser sincero comigo e não despencar em meu conceito. Sei que foi você!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (agora me esforçando e sacando que teria que fazer algo eficiente e rápido): Não, não vou assumir algo que não fiz. Como pode ter certeza?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irmã: Isso é comigo, mas tenho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Não, não (começando a chorar), não fui eu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irmã: Por quê você está chorando? Nunca o vi assim ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (caprichando no choro e ainda soluçando): Como por quê? Sei quem foi, mas jamais falaria. Não sou disso, não ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela (levanta-se, vai até o filtro de água mineral, enche um copo d'agua com açúcar): T0me meu filho! Acredito em você. Sei que não é um aluno fácil, mas sempre foi sincero e assumiu seus erros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu (com as últimas lágrimas e uma vontade reprimida de gargalhar, mas simulando ainda uns soluços): Obrigado Irmã!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela: Agora me conte quem foi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu: Mas nem sob tortura. Não mesmo! Prefiro ser punido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela: Não concordo com sua postura, mas devo respeitá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, ao sair dali esbocei um sorrisinho cínico e pensei no quão mal e perspicaz havia sido. Devo confessar que me orgulho disso até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-116015108072385675?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/116015108072385675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=116015108072385675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116015108072385675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/116015108072385675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/10/jamais-delao.html' title='Jamais a delação'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-115408589251892316</id><published>2006-07-28T03:59:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T04:24:52.550-07:00</updated><title type='text'>Esquisitices de Paulo César, o mais ... Pereio!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/1600/pereio.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/320/pereio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olá pessoal!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje estou escrevendo para colocar trechos da entrevista do Paulo César Pereio na Playboy deste mês. Está simplesmente imperdível, vale a pena!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre a política:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O Gilberto Gil é o bobo da corte. Dá nove milhões de reais para o Cirque du Soleil e não dá cem mil reais para fazer uma peça de teatro."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A minha trajetória não é muito diferente da dele (Lula), nasci na fronteira com a Argentina e não fiz o primário, me alfabetizei sozinho. Nunca gostei muito de estudar, mas sempre acreditei no conhecimento. Sempre li muito, inclusive com certa disciplina. Esse elogio à ignorância do Lula me é repugnante."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu era romântico, sabe? Ia nas reuniões, mas não prestava muita atenção. Ia para comer as mulherzinhas, porque as comunistas davam. Fui membro do Partidão, assinei ficha e fui filiado ao PDT também, tinha uma relação com o Brizola desde a Cadeia da Legalidade." (sobre ter sido do Partido Comunista).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Freqüentemente eu me engajava num movimento porque tinha uma mulher que eu queria comer e também por sentimentos românticos."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sempre se confundiram na minha cabeça o patriotismo, o heroísmo e o erotismo."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre a prisão por não pagar pensão a seus filhos com Cissa Guimarães:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A Cissa podia me tirar da cadeia a hora que quisesse e por isso resolvi agradá-la. Ela tinha bronca porque viviam escrevendo Ciça com cedilha no lugar dos dois esses. Então falei numa das entrevistas: É Cissa com dois esses, bota aí que eu estou dizendo isso. No dia seguinte ela mandou me soltar."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre Arnaldo Jabor - o comentarista:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O Jabor tem bom texto e bom discurso. E era meu chapa, eu gosto dele. Só acho que ele tem uma tendência à direita, muito bem disfarçada numa retórica brilhante."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vale ou não a pena? Corram às bancas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-115408589251892316?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/115408589251892316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=115408589251892316' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/115408589251892316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/115408589251892316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/07/esquisitices-de-paulo-csar-o-mais.html' title='Esquisitices de Paulo César, o mais ... Pereio!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-115049942374838047</id><published>2006-06-16T14:42:00.000-07:00</published><updated>2006-06-16T16:16:05.040-07:00</updated><title type='text'>Vai passando a procissão ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/1600/prociss??o.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/320/prociss%3F%3Fo.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o feriadão é de Corpus Christi resolvi contar uma história que ocorreu conosco faz uns dez, onze anos.&lt;br /&gt;Sexta-feira - hora do almoço, meu pai e o funcionário do Santuário no portão de casa. O Senhor aparece com o segundo quadro da Via Crucis e pede que meu pai o coloque na entrada de casa virado para rua na "quinta-feira" (mais para frente vocês entenderão o porquê do dia da semana estar entre aspas).&lt;br /&gt;Senhor: Seu Francisco, basta colocar aqui no portão para que a procissão passe, faça as orações e ladainhas.&lt;br /&gt;Pai (quase um ateu): Tá!&lt;br /&gt;Eles se despedem, meu pai entra e deixa o quadro na saleta do piano, debaixo da escada.&lt;br /&gt;Algum tempo depois:&lt;br /&gt;Mãe (praticamente uma ecumênica, mas com sérios problemas de datas, horários e total ignorância sobre rituais católicos): Quem deixou isso aí!?&lt;br /&gt;Pai: O moço da Igreja pediu que pendurasse no dia da Procissão.&lt;br /&gt;Mãe: E que dia será isso?&lt;br /&gt;Pai: QUINTA-FEIRA!&lt;br /&gt;Mãe: Ah! Mas então temos que fazer uma arrumação para recebê-los ...&lt;br /&gt;Passa-se o final de semana, chega a segunda-feira. Até aí tudo corria bem.&lt;br /&gt;Terça-feira, final da tarde, mamãe chega do trabalho em suas palavras destruída. Vai para o quarto, tira a roupa, desce para sala, liga a televisão e acomoda-se (apenas de roupas íntimas). Papai vai fazer seu cooper e volta todo suado, toma banho e fica igualmente à vontade, Francisquinho chega do clube e come meia dúzia de sanduíches com uns dois litros de leite achocolatado e eu chego da escola, jogo o material em qualquer lugar, tiro a roupa e fico apenas de cueca. Passamos uma meia hora em paz, sem nem prestar atenção no burburinho que ocorria na Igreja a duas quadras de casa.&lt;br /&gt;Porém, do absoluto nada, começo a ouvir um tanto próximo: "... segura na mão de Deus e vai ..."&lt;br /&gt;Olho para minha mãe e digo:&lt;br /&gt;Eu: Mamãe, você não está escutando nada?&lt;br /&gt;Ela (abaixa o volume do televisor e escuta): O quê é isso!?&lt;br /&gt;Eu: Procissão!&lt;br /&gt;Corremos até a sacada e vimos o povaréu cheio de fé a uns cinqüenta metros de nosso portão na primeira passagem. Saímos todos correndo alucinadamente para pôr ao menos uma blusa e agitar-nos para alojar o quadro na fachada de casa. Meu irmão foi quem se recompôs primeiro (colocou um short) e saiu correndo com quadro, martelo e prego. Papai, mamãe e eu fomos até a sacada (estávamos apenas com a parte de cima e de cuecas nós e calcinha ela - completamente apavorados com a procissão que se aproximava). Assim que meu irmão terminou, subiu e instalou-se na sacada (já com camiseta).&lt;br /&gt;Cinco minutos depois eles param em frente de casa, agradecem a "calorosa" acolhida, fazem as ladainhas, lêem a passagem (que se referia ao quadro) e vão enfim embora. Não preciso dizer que os quinze minutos que passaram ali pareciam horas intermináveis devido a vergonhosa, mal ajambrada e nada hospitaleira recepção que os demos. Imaginem a impressão que causamos naquela gente: não arrumamos nada para agradecer a "honra" de estar com o Jesus deles em casa, ficamos observando de uma sacada (parecendo família real) enquanto o quadro ficava sozinho em cima de um portão (sem nem uma mísera velinha) nem rezamos juntos.&lt;br /&gt;Bem, passado o vexame ficamos todos pasmos por alguns segundos - menos meu pai que não via problema algum no mal entendido e aparentemente nem se abalou.&lt;br /&gt;Mãe: Chico, você não disse que esse negócio seria na quinta-feira?&lt;br /&gt;Pai: Ah! Sei lá ...&lt;br /&gt;Francisquinho apenas ria e eu fiquei meio envergonhado, meio achando graça, meio sei lá ...&lt;br /&gt;Mãe (aos gritos): Puta que pariu! Quer dizer que fui publicamente exposta por causa desta merda e você apenas me diz que não sabe?&lt;br /&gt;Pai (nem aí): Exposta por quê? Só tem gente "manca da cabeça" atrás dessa bobagem. Você parece que bebe!&lt;br /&gt;E a briga prosseguiu com despaltérios de todos os lados.&lt;br /&gt;Passados alguns anos a história se repete e mamãe se jogou de cabeça na parafernália toda. Ficou tão a fim de mudar sua imagem para com os fiéis que não só enfeitou nossa fachada toda com flores do campo, como pôs castiçais dourados, crucifixos, toalhas bordadas de bifê e ainda enfeitou a rua toda com um imenso São Francisco de pó de serra tingido e tampinhas de refrigerante forradas com papel laminado para que os fiéis tivessem um tapete para passar. Se arrumou e foi esperá-los no portão toda risonha. Papai continuou vendo da sacada como um legítimo Romanov e eu o acompanhei, claro! Até porque adorei estar em uma sacada toda arrumada para ver aquela gente toda de cima (a imagem de uma procissão é muito mais interessante do alto).&lt;br /&gt;E assim exercitamos nossa "religiosidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s.: Pode não parecer, mas adoro uma cantoria religiosa, ladainhas e orações declamadas emocionadamente. O fato não me traumatizou ao contrário de mamãe que entra em pânico quando vê ou ouve algo que lembre procissões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-115049942374838047?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/115049942374838047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=115049942374838047' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/115049942374838047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/115049942374838047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/06/vai-passando-procisso.html' title='Vai passando a procissão ...'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-114723400553298699</id><published>2006-05-09T20:43:00.000-07:00</published><updated>2006-05-09T21:10:03.716-07:00</updated><title type='text'>Vaca - a ternurinha!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/1600/ternura.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/320/ternura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olá pessoal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje estou aqui para falar de uma das criaturas mais meigas do reino animal, mas não é a Sandy. Vou falar da vaca. Eu sempre (desde criancinha) gostei de vacas e nunca entendi o porquê dela ter um significado tão pejorativo, sendo congruente à puta - que eu acho de extrema importância para manutenção do bem estar social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bem, achei a foto de uma belíssima vaquinha de olhos claros e carinha de criança. Sim, porque o que sempre me chamou atenção nesses bichinhos é que eles possuem um olhar ingênuo e extremamente bondoso, podendo ser comparado a uma criança, uma boa criança!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Agora que já deixei claro a minha admiração pela menina, vou postar a foto e a letra do Caetano:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;VACA PROFANA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Caetano Veloso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;----&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Respeito muito minhas lágrimas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas ainda mais minha risada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Inscrevo assim minhas palavras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na voz de uma mulher sagrada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vaca profana, põe teus cornos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pra fora e acima da manada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ÊÊê dona das divinas tetas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Derrama o leite bom na minha cara&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o leite mau na cara dos caretas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segue a movida Madrileña&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também te mata Barcelona&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Napoli, Pino, Pi, Pau, punks&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Picassos movem-se por Londres&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bahia onipresentemente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rio e belíssimo horizonte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ÊÊê vaca de divinas tetas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;La leche buena toda en mi garganta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;La mala leche para los puretas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quero que pinte um amor Bethânia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Steve Wonder, andaluz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como o que tive em Tel Aviv&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Perto do mar, longe da cruz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas em composição cubista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu mundo Thelonius Monk’s blues&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ÊÊê vaca de divinas tetas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Teu bom só para o oco, minha falta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o resto inunde as almas dos caretas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou tímido e espalhafatoso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Torre traçada por Gaudi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;São Paulo é como o mundo todo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No mundo um grande amor perdi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Caretas de Paris, New York&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem mágoas estamos aí&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ÊÊê dona das divinas tetas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quero teu leite todo em minha alma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada de leite mau para os caretas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas eu também sei ser careta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De perto ninguém é normal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Às vezes segue em linha reta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida, que é meu bem, meu mal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No mais as rampas do planeta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Orchata de chufa si us plau&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ÊÊê deusa de assombrosas tetas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gota de leite bom na minha cara&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chuva do mesmo bom sobre os caretas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-114723400553298699?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/114723400553298699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=114723400553298699' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/114723400553298699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/114723400553298699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/05/vaca-ternurinha.html' title='Vaca - a ternurinha!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-114629421913224043</id><published>2006-04-29T00:02:00.000-07:00</published><updated>2006-04-29T00:03:39.136-07:00</updated><title type='text'>Ideologia - você quer uma pra viver?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Depois de uma noite não dormida em frente ao computador passando raiva com o FHC no Jô Soares (a Hebe Camargo da classe média que sonha em ser elite), ouvindo e baixando música, assistindo “O Poderoso Chefão I e II”, assando pães e tomando coca-cola, resolvi assistir aquele noticiário da Globo - Bom Dia Brasil. Bem, tudo corria normalmente até o momento em que começou uma matéria sobre o Fórum Econômico Mundial que iniciou ontem e termina hoje em São Paulo. Como nem todo mundo aprecia o “Wall Street Journal” tentarei – sem me alongar muito – explicar mais ou menos o que é: as vinte e sete maiores economias do mundo se reúnem anualmente para discutir a economia global e o tema desse ano foi a China. Aliás, o tema dos últimos dez anos! Em suma todos perceberam que o gigante asiático está cada vez mais faminto e cresce velozmente abocanhando mercados devido à mão-de-obra baratíssima e farta.&lt;br /&gt;        A conversa do bloco das Américas logicamente terminou em... ALCA! Apareceu um consultor gringo com aquele papo mole de que a solução para nós, a fatia pobre que eles insistem em chamar de “em desenvolvimento”, é a Área de Livre Comércio das Américas. Claro que ninguém abriu o bico para rebater com exceção do Presidente do Banco Central da Argentina que, muito digno e corajoso, disse que os argentinos não são contra o projeto, mas sim a forma como ele vem sendo apresentado e que um bloco americano precisa trazer vantagens e divisas a todos, inclusive aos Estados Unidos. Já estava realizado com a resposta quando aprece ninguém menos que Jorge Gerdau Johannpeter (brasileiro badalado no mundo dos negócios que na década de noventa comprou cinco siderúrgicas nos Estados Unidos tornando-se um dos homens mais ricos do mundo). Suas palavras sobre o assunto foram: “Mercado não tem ideologia”. Ora, como não?!&lt;br /&gt;        Tudo tem ideologia e esse cafajeste sabe disso! Agora o pior não é ele tentar sustentar essa idéia (que para turma dos mais ricos é altamente lucrativa), mas a opinião pública, o senso comum aceitá-la e processá-la. Lembro-me de certa vez quando estava no primeiro colegial dizer para uma garota da sala: “Pare de comprar produtos de países como Taiwan porque eles utilizam trabalho infantil e escravo. Compre produtos daqui porque além de serem melhores a grana fica conosco (a ingenuidade adolescente é linda, não?)”. Ela, com suas canetas importadas, coloridas e cheirosas na mão me disse: “Não vou mudar o mundo com essa atitude e adoro minhas bugigangas”. Depois disso passei a achá-la uma mula e pensar que eu era o máximo do politicamente correto sempre comprando perfumes Armani, Yvés Saint-Laurent ou Kenzo. A questão é que naquela época eu não entendia que a ideologia está presente no cotidiano das pessoas e principalmente no mercado e nas mercadorias, ou seja, quando o meliante rouba seu Nike ele não está levando um tênis, mas um super modelo do que há de melhor e respeitável em termos de calçado (ele não precisa de um par de tênis, ele precisa da marca, uma vez que ela funciona como uma espécie de consentimento, um “alvará” de como se vestir e atua no imaginário coletivo da forma mais eficaz possível), da mesma maneira que eu precisava dos perfumes importados, pois é consenso que são melhores. A marca é um respaldo, um modelo a ser seguido, consumido. O mesmo ocorre com a cultura, uma vez que somos resultado histórico e social de uma ideologia. Nós não falamos luz no lugar de “light” ou “lumière” por fruto do acaso, mas porque viemos de uma colonização lusitana que trouxe um sistema capitalista explorador, católico conformista, entre tantos outros traços que carregamos até os dias de hoje. Nossos índices de violência doméstica, nossa homofobia, nosso descaso com as crianças, enfim nossa estrutura social, política e cultural é sim IDEOLÓGICA e isso é indiscutível!&lt;br /&gt;        Vocês devem estar se perguntando: Mas por quê esse desocupado e sedentário, que passou a madrugada empenhado em um regime de engorda, ficou tão irritado com o milionário defendendo a turma dele?&lt;br /&gt;        Simples: porque estou cansado e revoltado de fazer parte de uma classe média acrítica que não quer cidadania, mas privilégios. Nosso mal vai além da desinformação e da péssima formação que temos e que por si só já causam estragos irremediáveis. Além disso, contamos com o maldito conformismo e com a tristíssima falta de vergonha de querer se dar bem de maneira fácil e tortuosa. Enquanto aceitarmos normalmente que a coisa pública se confunda com a privada e não repensarmos nosso projeto de nação, a ideologia que aí está só vai se perpetuar e a América Latina vai ficando cada vez mais uma latrina. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-114629421913224043?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/114629421913224043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=114629421913224043' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/114629421913224043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/114629421913224043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/04/ideologia-voc-quer-uma-pra-viver_29.html' title='Ideologia - você quer uma pra viver?'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-114611640191520618</id><published>2006-04-26T22:37:00.000-07:00</published><updated>2006-04-29T00:00:51.046-07:00</updated><title type='text'>O casamento, esse acontecimento.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/1600/casafransan.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2799/740/320/casafransan.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tanto tempo que não escrevo que nem sei mais como começar. Sabe que estava relendo as mensagens que mandava a vocês e, sem mais, pensei: Puxa! Como você escreve bonitinho!&lt;br /&gt;Agora, falando sério, vamos ao que interessa. Ah! Devo confessar que essa minha mania de escrever: "Agora, falando sério (entre vírgulas e blábláblá...) foi influência do Chico Buarque - de um antigo” long play “dele.&lt;br /&gt;Então agora vamos ao que me trouxe aqui: o casamento do Francisquinho. Afinal casamento é sempre um acontecimento interessante. Eu adoro! Toda vez que sou convidado para um já vou pensando: Tomara que seja bem cafona, com noivinhos em cima do bolo, valsas mal dançadas, soluços de mães de noivos gordas e emocionadas, pais com laços mal dados na gravata, padrinhos e madrinhas com aquela cara de hoje é dia de pagar mico além, é claro, de um lauto jantar regado por etílicos de primeira linha.&lt;br /&gt;Bem, o casamento do meu irmão NÃO TEVE: mães soluçando de emoção (namoraram dez anos), noivinhos em cima do bolo (eram três bolos diferentes), valsas mal dançadas (como não teria valsa, saciei minha sede de sacanagem e pedi para cantora entoar "Pela Luz dos Olhos Teus", hehe...), pais com laços de gravata mal dados (os laços eram daqueles triangulares - nobres), nem padrinhos e madrinhas com cara de hoje é dia de pagar mico (não teve religioso, nos pouparam do altarzinho e fomos direto para o profano, sem passar pelo sagrado).&lt;br /&gt;E TEVE: um lauto jantar com etílicos de primeira linha. Foi aí que cavei a sepultura de minha imagem social na província!&lt;br /&gt;Chegamos na festa eu (chique, parecendo um mafioso de terno e camisa escura com gravata cinza), minha irmã (linda e decotada), meu cunhado (argentino), Tia Ivana (fazendo um estilo "tia turca" - de dourado e saia longa) e já não lembro mais quem. Como éramos da família fui fazer um social com os convidados. Estava perfeito! Falei com todos e sobre tudo.&lt;br /&gt;Segue uns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e um primo que é secretário municipal petista:&lt;br /&gt;Eu: E aí primo (não lembro o nome dele), como vai?&lt;br /&gt;Ele: Oh! Tudo bom.&lt;br /&gt;Eu: E a prefeitura, como anda?&lt;br /&gt;Ele: Naquelas. Falta verba pra tudo. O Firmino nos deixou sem caixa e blá blá blá ...&lt;br /&gt;Eu (com cara de entendo seu drama): Sei, sei ... mas é isso aí. O que me tranqüiliza é que a cidade está em boas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e uma amiga do PSDB que o marido faz parte do primeiro escalão do Alkimin:&lt;br /&gt;Eu: Fulana! Como vai?&lt;br /&gt;Ela: E aí meu lindo, tudo bem? Como você está bonito! A festa está linda!&lt;br /&gt;Eu: Não é mesmo? Legal que esteja gostando! Fico feliz.&lt;br /&gt;Ela: Contamos com você para campanha do Presidente Alkimin.&lt;br /&gt;Eu: Mas é claro! Meu voto vocês já tem. Só não poderei participar da campanha porque estou de partida para Inglaterra. Mas estarei com vocês na torcida.&lt;br /&gt;Ela (com cara de feliz): Eu sei que posso contar com você sempre meu querido...&lt;br /&gt;Eu (dando corda): Agora me conta em “off” quem será nosso nome para Governador. Serra?&lt;br /&gt;Ela (com aquela cara de quem vai contar um segredo): Não... Ele não pode! Assinou um acordo que não deixaria a cidade antes de terminar seu mandato. Meu grupo, que é da Dona Lila Covas, quer Alkimin lá e o Aníbal aqui.&lt;br /&gt;Eu: Ahhhhh... Melhor, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe: EU NUNCA VOTEI NO PSDB, NEM NUNCA FIZ CAMPANHA PARA CANDIDATOS DELA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim segui com minha faceta de relações públicas até o momento em que o uísque, "cowboy" como de costume, bateu e eu literalmente toquei o puteiro na festa sem me lembrar de nada do que ocorreu comigo depois da mesa de frios. Sei apenas o que as pessoas contam quando me encontram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Maria Antônia, sócia de mamãe e amiga das antigas:&lt;br /&gt;Ela: Lucas, você com certeza tomou um litro de uísque sozinho e quando eu ia tentar fazer você parar, você dizia: Ih... Liga não. Já estou acostumado. Eu só trabalho nesse grau.&lt;br /&gt;Eu: Não acredito que eu falei isso!&lt;br /&gt;Ela: Juro por Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Sandra, minha cunhada e noiva:&lt;br /&gt;Ela: Você colocou uma rosa na boca, tirou, colocou no meu decote, me fez dançar twist e quase me derrubou!&lt;br /&gt;Eu (rindo): Não faria uma coisa dessas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Adrián, meu cunhado argentino (tentarei reproduzir o sotaque):&lt;br /&gt;Ele: Voxê caiu no xão e começo a rir e bater as pernas. E pulou igual um sapo.&lt;br /&gt;Eu: hahahahahahahahaha... Isso eu faço mesmo (pular como sapo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Tudinha, amiga de mamãe:&lt;br /&gt;Ela: Você me fez dançar até o chão e minha coluna travou. Aí você me virou um montão, me fez entrar num trenzinho e me largou quando achou alguém para tirar para dançar. Você dançou com todo mundo, até com quem não conhecia.&lt;br /&gt;Eu: Nossa! Por quê você não me deu um tapa na cara?&lt;br /&gt;Ela: hahahahahha... Não, foi divertido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com meu pai:&lt;br /&gt;Ele: Eu quis te dar uma surra!&lt;br /&gt;Eu (com cara de não lembro de nada): Não sei o porquê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com minha mãe:&lt;br /&gt;Ela: Ai filho, nós não podemos beber.&lt;br /&gt;Eu: Está bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Tádzio, meu primo.&lt;br /&gt;Ele: Foi só você ir embora que a festa acabou. Todos foram!&lt;br /&gt;Eu: Ai Jesus! Vou ficar uns quinze anos sem sair em Penatown.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou deixar um recado que minha irmã pôs em meu orkut:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou vendo que, pelo jeito, ninguém está sabendo do seu show no casamento do Francisco, né?Pois é pessoal. Foi assim: 1. Ele encheu a cara de uísque2. Foi para a pista de dança para chacoalhar as pessoas3. Depois de chacoalhar, tentava derrubá-las4. Jogou a partitura da cantora no chão5. Tentou derrubar o teclado do músico6. Quando, finalmente ele foi para o chão, ficou de pernas pro ar7. Também chacoalhou a noiva, que só não foi para o chão porque um primo nosso a segurou, ou melhor, segurou ambos8. E para finalizar, pasmem, caiu da escada feito um saco de batatas9. On the day after, não se lembrava de nada, nem sabia porque estava com o queixo ralado e doendo.Em suma: A FESTA DE CASAMENTO DO FRAN FOI SÚPER ANIMADA, graças a muitos fatores, mas sem dúvida nenhuma a elegante presença do brother Lucas foi fundamental pra marcar de vez a data na memória. Das festas mais animadas que já fui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s.: Dizem que caí da escada no momento em que me soltei de papai que me levava para casa. Será que é por isso que ele quis me dar uma surra e que acordei roxo e doendo?&lt;br /&gt;P.s. II: O bom é que não lembro de nada. Uísque bom é assim, com amnésia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-114611640191520618?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/114611640191520618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=114611640191520618' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/114611640191520618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/114611640191520618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2006/04/o-casamento-esse-acontecimento.html' title='O casamento, esse acontecimento.'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-110462924780454759</id><published>2005-01-01T16:52:00.000-08:00</published><updated>2007-08-15T10:41:32.970-07:00</updated><title type='text'>Franco, el negociador !</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Olá pessoal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por mais que eu jure a mim mesmo que não vou mais me meter em política eu não consigo cumprir.É realmente muito difícil para mim. Hoje estive na posse do João Luís, prefeito eleito de Penápolis ( sim, eu sou da cidade da Sabrina ) e cheguei cedo, sentei numa das poltronas do fundo para não arrumar problemas ( imagina ). Porém senta-se ao meu lado o Pinheiro, um militar aposentado que tem rabo de cavalo agora porque nunca pode e quando se desligou foi aprimeira coisa que fez, ou seja, " ...começou a beber, deixou o cabelo crescer e foi trabalhar..." na FUNEPE ( a faculdade da cidade ).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esse é um conhecido antigo. Quando eu tinha dezoito anos e não queria de maneira alguma fazer tiro de guerra, fui na Junta Militar falar com ele. Polidamente, claro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu ( nervosíssimo) : Oi, tudo bem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele ( ainda um impoluto militar ) :Oi! Quem é você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu ( tremendo ) : É, então, eu sou o Lucas Franco, filho do meu pai, quero dizer, Francisco Franco lá da Maçonaria e queria conversar com você sobre esse lance do Alistamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele ( que não passa de um sarcástico ) : Mas você é o Lucas, o Francisco ou o pai lá da Maçonaria?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu ( rindo bem amarelo e forçado ) : ha ha ha ... sou o Lucas, filho do Francisco da Loja Maçônica e vim falar com você sobre o alistamnto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele ( direto ao ponto ): Sei!E o quê você quer afinal?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu ( depois disso direto ) : Quero não fazer esse negócio porque não curto o exército.É tudo o que sempre neguei para mim, embora reconheça a importância da instituição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele ( rindo ) : Tudo bem!Apresente-se e não irá nem para triagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu ( feliz, feliz, feliz ) : Nossa! Que bom, nunca pensei que seria tão simples assim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele ( firme novamente ) : Agora se mande sobrinho (por causa da Maçonaria que, para quem não sabe, sou lowton).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O fato é que depois disso ficamos amigos e ele foi com a minha cara.Eu então nem se fala!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Hoje, na posse, sentamos juntos e ficamos destilando nosso veneno viscoso sobre a administração do Firmino que, para mim foi surpreendente, porque eu já esperava que seria ruim, mas foi péssima. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Abraços do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-110462924780454759?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/110462924780454759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=110462924780454759' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/110462924780454759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/110462924780454759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2005/01/franco-el-negociador.html' title='Franco, el negociador !'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9889464.post-110461232603834341</id><published>2005-01-01T13:30:00.000-08:00</published><updated>2005-01-01T17:45:23.396-08:00</updated><title type='text'>Cortando a faixa!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olá pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Resolvi criar um espaço bacaninha para deixar meus maus escritos textos, uma vez que não costumava guardá-los e com isso perdi algumas pérolas de meus devaneios e esquisitices habituais. Então pensei que já que me rendi ao orkut ( que adorei ), deveria também criar um blog bonito, de bom gosto e que tivesse a minha cara, embora não me ache nem um pouco original.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sobre os textos que tenho arquivado no terrível &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lucasplis@hotmail.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;lucasplis@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, decidi que vou selecionar os mais legaizinhos e pô-los aqui ( depois de uma revisão, claro ). Porque a coisa agora é pública, né?Bom, é isso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços!Sejam bem-vindos ao Esquisitices do Lucas, o mais Franco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9889464-110461232603834341?l=omaisfranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omaisfranco.blogspot.com/feeds/110461232603834341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9889464&amp;postID=110461232603834341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/110461232603834341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9889464/posts/default/110461232603834341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omaisfranco.blogspot.com/2005/01/cortando-faixa.html' title='Cortando a faixa!'/><author><name>Lucas Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11980068922095954446</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n-72pRrh61g/ScCcT1c6UEI/AAAAAAAAAFQ/u8XU3FNaW3c/S220/comfezona.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
